5 lições da Copa do Mundo para RH em PMEs

5 lições da Copa do Mundo para RH em PMEs

Especialista aponta como estratégias vistas dentro de campo podem inspirar pequenas e médias empresas a fortalecer a cultura organizacional e melhorar a performance das equipes

A vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1 sobre o Japão na Copa do Mundo reacendeu o entusiasmo dos torcedores e trouxe à tona elementos que vão muito além do futebol. Trabalho em equipe, liderança, motivação, propósito coletivo e capacidade de adaptação são fatores decisivos tanto para o desempenho esportivo quanto para os resultados das empresas.

Nas pequenas e médias empresas (PMEs), esses mesmos pilares podem fazer a diferença na construção de equipes mais engajadas e produtivas. Para Flávio Sahib, especialista em benefícios corporativos para PMEs e cofundador da ColaboRHa, a Copa do Mundo oferece importantes aprendizados para gestores e profissionais de Recursos Humanos.

“Quando observamos uma seleção vencedora, vemos um grupo alinhado em torno de um objetivo comum. Cada jogador entende seu papel, sente-se parte da estratégia e sabe como sua contribuição impacta o resultado final. Nas empresas acontece exatamente a mesma coisa”, afirma.

O poder do propósito coletivo

Durante grandes competições, é comum observar atletas abrindo mão de interesses individuais em prol do desempenho do time. Segundo Sahib, essa é uma das principais lições para as organizações.

“Profissionais tendem a se engajar mais quando compreendem o propósito do negócio e percebem como suas atividades contribuem para os resultados da empresa. O RH tem um papel fundamental em conectar as pessoas à missão organizacional”, explica.

Para o especialista, líderes que comunicam objetivos com clareza conseguem criar maior senso de pertencimento e comprometimento entre os colaboradores  “A comunicação clara dos objetivos cria conexão entre estratégia e execução. O colaborador deixa de enxergar apenas suas tarefas diárias e passa a compreender seu impacto no desempenho da empresa. Esse alinhamento gera mais engajamento, responsabilidade e disposição para atuar em equipe, especialmente em momentos de desafio ou mudança”.

Humanização fortalece a performance

Outro aspecto evidente no esporte de alto rendimento é a atenção dada ao bem-estar físico e emocional dos atletas. O mesmo princípio pode ser aplicado ao ambiente corporativo.

De acordo com Sahib, empresas que investem em ações de humanização conseguem construir relações mais sólidas e ambientes de trabalho mais saudáveis.

“Benefícios corporativos não devem ser vistos apenas como uma obrigação ou um diferencial competitivo. Eles representam uma ferramenta estratégica para demonstrar cuidado com as pessoas, melhorar a experiência do colaborador e fortalecer vínculos com a empresa”, destaca.

Entre as iniciativas mais valorizadas atualmente estão programas de qualidade de vida, apoio à saúde mental, flexibilização da jornada, educação financeira e benefícios adaptados às necessidades dos profissionais.

Reconhecimento impulsiona resultados

Assim como atletas recebem incentivos e reconhecimento por suas conquistas, colaboradores também precisam sentir que seus esforços são valorizados.

Segundo o cofundador da ColaboRHa, uma cultura de reconhecimento gera impactos diretos na motivação e na retenção de talentos.

“Muitas PMEs acreditam que reconhecimento está necessariamente ligado a aumentos salariais. Mas pequenas ações, feedbacks consistentes, celebração de conquistas e benefícios relevantes também contribuem para fortalecer o engajamento”, afirma.

Liderança faz a diferença nos momentos decisivos

Em uma Copa do Mundo, a atuação dos líderes costuma ser determinante nos momentos de maior pressão. Dentro das empresas, o cenário não é diferente.

Para Sahib, gestores precisam atuar como facilitadores, promovendo confiança, escuta ativa e alinhamento entre os times.

“Os profissionais observam constantemente o comportamento das lideranças. Quando os gestores demonstram proximidade, transparência e preocupação genuína com as pessoas, a tendência é que o time responda com mais comprometimento e colaboração”, explica.

Engajamento é estratégia, não evento

Embora muitas empresas promovem ações temáticas durante a Copa para integrar equipes e melhorar o clima organizacional, o especialista alerta que o engajamento deve ser tratado como uma prática contínua.

“A Copa do Mundo pode servir como um excelente gatilho para fortalecer conexões entre os colaboradores. No entanto, a construção de uma cultura forte depende de iniciativas permanentes que coloquem as pessoas no centro das decisões”, conclui Sahib.

À medida que a competição avança e mobiliza milhões de brasileiros, o universo corporativo encontra uma oportunidade para refletir sobre como trabalho em equipe, liderança humanizada e valorização das pessoas podem transformar resultados dentro e fora de campo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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