Empresas e candidatos discordam sobre o que define uma contratação

Empresas e candidatos discordam sobre o que define uma contratação

Enquanto profissionais apostam em experiência e formação acadêmica para conquistar uma vaga, empresas afirmam que comportamento é o principal fator de decisão

O que faz um candidato conquistar uma vaga de emprego? A resposta para essa pergunta parece ser bastante diferente dependendo de quem responde. Uma pesquisa inédita realizada pela Heach Recursos Humanos, empresa de recrutamento e seleção, identificou um desalinhamento significativo entre a percepção dos profissionais e os critérios efetivamente utilizados pelas empresas na hora de contratar.

Segundo a “Pesquisa Nacional Heach 2026 – O Brasil Contrata por Competência ou por Comportamento?”, os candidatos acreditam que experiência profissional (36%) e formação acadêmica (22%) são os fatores que mais influenciam uma contratação. O perfil comportamental aparece apenas na quinta posição, citado por 10% dos entrevistados.

Do outro lado da mesa, a visão das empresas é bastante diferente. Entre empresários e gestores com poder de contratação, 42% afirmam que o perfil comportamental é atualmente o principal fator de decisão na escolha de um candidato. Em seguida aparecem experiência profissional (24%), competência técnica (18%), aderência à cultura organizacional (10%), formação acadêmica (4%) e indicação (2%).

Para Elcio Paulo Teixeira, CEO da Heach Recursos Humanos, os dados revelam uma mudança importante que ainda não foi totalmente compreendida pelos profissionais: “Muitos candidatos continuam concentrando seus esforços em fortalecer currículo, experiência e certificações porque acreditam que esses fatores são os principais diferenciais competitivos. Claro que eles continuam sendo importantes, mas a pesquisa mostra que as empresas passaram a olhar com muito mais atenção para aspectos ligados ao comportamento, à comunicação, à capacidade de relacionamento e à forma como a pessoa se adapta ao ambiente organizacional”.

Segundo o executivo, a transformação está relacionada às mudanças pelas quais o mercado de trabalho passou nos últimos anos e à necessidade crescente de formar equipes mais colaborativas e adaptáveis.

“As empresas perceberam que um profissional tecnicamente qualificado nem sempre gera os melhores resultados se tiver dificuldades de comunicação, relacionamento ou adaptação. Por outro lado, muitas competências técnicas podem ser desenvolvidas após a contratação. Isso fez com que o comportamento ganhasse um peso muito maior nos processos seletivos”, explica.

O levantamento também ajuda a explicar por que muitos profissionais relatam frustração após participarem de processos seletivos. Para Teixeira, parte desse sentimento pode estar ligada justamente ao desencontro entre aquilo que os candidatos acreditam ser determinante e aquilo que os recrutadores realmente avaliam.

“Existe uma tendência de os profissionais focarem apenas em cursos, certificações e formação acadêmica. Tudo isso agrega valor, mas o mercado está exigindo uma preparação mais ampla. Saber se comunicar, demonstrar inteligência emocional, trabalhar em equipe e ter capacidade de adaptação passou a fazer parte da avaliação tanto quanto as competências técnicas”, finaliza o CEO.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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