4 em cada 10 empregadores planejam expandir equipes ainda em 2026

Dados da Robert Half mostram que o mercado de trabalho brasileiro segue aquecido com maior demanda por competências especializadas
As empresas brasileiras seguem investindo em talentos, apesar da volatilidade econômica, aponta a mais nova pesquisa de Intenções de Contratação (Hiring Intention) da Robert Half, consultoria global de soluções em talentos e negócios.
O levantamento, realizado com 500 tomadores de decisão de contratação no Brasil, mostra que cerca de quatro em cada dez empregadores (42%) planejam ampliar o quadro de funcionários permanente, ainda em 2026. Além disso, as contratações temporárias e por projetos, representam as intenções de recrutamento de 28% e 22%, respectivamente. O levantamento reforça a perspectiva de um mercado aquecido para o segundo semestre, em um movimento que fortalece a estratégia de apoiar às prioridades de negócio, preservando a flexibilidade da força de trabalho.
A pesquisa também mostra que o mercado está mais seletivo, com a busca por profissionais em áreas que impulsionam o crescimento e a produtividade das companhias, a exemplo de Finanças e Contabilidade, Suporte administrativo e ao cliente, Tecnologia, Engenharia e Jurídico.
“As organizações continuam contratando em áreas em que as competências estão escassas e os profissionais podem contribuir estrategicamente para os objetivos do negócio”, afirma Caio Arnaes, diretor de mercado da Robert Half. “Observamos uma abordagem mais direcionada para as contratações, priorizando talentos especializados e investindo em treinamento e desenvolvimento da força de trabalho.”
Planos de contratação por área profissional
| Área profissional | Ampliação das contratações permanentes | Ampliação das contratações temporárias | Ampliação das contratações por projeto |
|---|---|---|---|
| Finanças e Contabilidade | 43% | 38% | 25% |
| Tecnologia | 62% | 33% | 25% |
| Engenharia | 31% | 22% | 21% |
| Jurídico | 32% | 20% | 20% |
| Suporte administrativo e ao cliente | 42% | 28% | 21% |
Diante da escassez de profissionais qualificados, apontada por 25% dos empregadores, as organizações têm adotado uma estratégia multifacetada que vai além da ampliação de postos efetivos ou temporários e se reflete no desenvolvimento da equipe.
Nesse sentido, o investimento em treinamento, qualificação e requalificação se torna aparece como estratégia fundamental para enfrentar os desafios relacionados à força de trabalho em quase dois terços das pequenas e médias empresas (62%) e sete em cada dez grandes organizações (72%).
Além disso, 37% das empresas ouvidas indicaram que planejam redesenhar cargos e formas de trabalho. Se de um lado o perfil mais disputado une conhecimento técnico a competências como comunicação, visão analítica e raciocínio crítico, de outro a IA transforma as funções operacionais, mas eleva a barra para a qualificação humana.
“As companhias precisam equilibrar a adoção tecnológica com a valorização de pessoas para contornar gargalos de competências”, avalia Arnaes. “Há uma demanda clara para profissionais que dominem a inteligência artificial, e, paralelamente, sejam capazes de manter o senso crítico e a interlocução estratégica que a tecnologia sozinha não entrega”, finaliza.
Metodologia
O levantamento foi desenvolvido pela Robert Half e conduzido por uma empresa de pesquisa independente em maio de 2026. O estudo inclui respostas de 500 gestores de contratação em todo o Brasil, atuantes nas áreas de finanças e contabilidade, tecnologia e TI, engenharia, jurídico, além de administrativo e suporte a escritórios.
Crédito da foto: Freepik








