Bolsa de valores: como funciona o teto, como identificar oportunidades e o que observar antes de entrar

Bolsa de valores: como funciona o teto, como identificar oportunidades e o que observar antes de entrar

Bolsa brasileira em alta desperta atenção e dúvidas de novos investidores; especialista diz que há espaço, mas com cautela

A sequência de altas da Bolsa de Valores brasileira chama a atenção de quem acompanha o noticiário econômico e levanta uma dúvida comum, principalmente entre os investidores iniciantes: ainda vale a pena entrar ou o mercado já subiu demais?

O Ibovespa opera próximo de níveis elevados, o que reforça a sensação de que as oportunidades já ficaram para trás, mas essa leitura não reflete, necessariamente, a lógica do mercado. A Bolsa não segue um caminho previsível, nem tem um ponto final previamente determinado, os preços variam conforme as expectativas sobre juros, inflação, resultados das empresas e o cenário político e econômico. Em períodos de maior confiança, as ações se valorizam, enquanto em momentos de incerteza, ajustes fazem parte do processo.

“A Bolsa reage o tempo todo às projeções sobre o futuro e não ao que já aconteceu. Então mesmo quando os índices estão altos, ainda existem empresas com preços interessantes e setores que não acompanharam o movimento de valorização”, explica Adriana Ricci, especialista em mercado financeiro com mais de 20 anos de atuação.

Uma comparação ajuda a entender esse cenário. Investir na Bolsa após uma alta não significa pagar caro por tudo, mas escolher ativos específicos dentro de um amplo universo. “Seria mais ou menos como um bairro valorizado, alguns imóveis podem estar acima do preço médio, enquanto outros ainda oferecem boas condições de compra, o desafio está em encontrar as oportunidades”, explica Adriana.

Prazo para investir

O prazo do investimento também influencia na decisão, oscilações são mais intensas no curto prazo, enquanto estratégias de médio e longo prazo tendem a reduzir o impacto da volatilidade. De acorco com a especialista, “para quem está começando, entrar aos poucos costuma ser uma forma mais equilibrada de investir. Funciona como testar a temperatura da água antes de avançar de cabeça.”

As expectativas em relação aos juros completam o quadro. Projeções de queda das taxas ao longo do tempo costumam favorecer a Bolsa, já que reduzem a atratividade de aplicações conservadoras e estimulam investimentos ligados ao crescimento das empresas. Ainda assim, períodos de correção são normais e não indicam, por si só, uma reversão de tendência.

Para quem está começando, o ponto principal é entender que para entrar na Bolsa, não pode haver decisões precipitadas.

“O risco maior está em investir sem planejamento ou sem conhecer os ativos escolhidos. Organização, diversificação e visão de longo prazo seguem como pilares importantes em qualquer fase do mercado”, finaliza Adriana Ricci, fundadora da SHS Investimentos.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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