Compras após as 10 da noite avançam e pressionam o varejo 24 horas

Compras após as 10 da noite avançam e pressionam o varejo 24 horas

Alta nas vendas noturnas impulsiona categorias de conveniência e exige mais eficiência logística das redes

As compras realizadas após as 22 horas vêm ganhando relevância no varejo de proximidade e já indicam uma mudança estrutural no consumo urbano no Brasil. Dados do market4u, maior rede de mercados autônomos da América Latina, apontam crescimento consistente no período noturno, com alta de 54,8% nas vendas em relação ao ano passado, impulsionada pela busca por praticidade, agilidade e acesso fora do horário convencional do comércio.

Esse avanço ocorre em um contexto de expansão do setor. Segundo dados divulgados em dezembro de 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta crescimento de 3,66% para o varejo em 2026, em um cenário cada vez mais influenciado por novos hábitos e pela diversificação dos canais de compra.

Durante a noite, o comportamento do consumidor se transforma, predominam decisões por impulso e demandas imediatas. Entre os produtos mais procurados estão bebidas alcoólicas e não alcoólicas, snacks, congelados, chocolates e itens básicos de reposição, categorias ligadas ao consumo rápido e à conveniência.

“O período noturno concentra um perfil de consumo muito específico, mais imediato e menos planejado. O cliente busca resolver uma necessidade pontual, com rapidez”, afirma Eduardo Córdova, CEO e cofundador do market4u.

A tendência acompanha uma rotina urbana mais dinâmica, marcada por jornadas de trabalho irregulares, maior permanência em casa com modelo de teletrabalho ou home office e uso crescente de serviços sob demanda. Nesse cenário, operações 24 horas, como os mercados autônomos, ganham espaço ao oferecer acesso contínuo e autonomia ao consumidor.

“O avanço das compras à noite mostra que o varejo precisa acompanhar o ritmo da vida urbana. Hoje, a conveniência deixou de ser diferencial e passou a ser uma exigência”, diz o executivo.

Além de refletir uma mudança de comportamento, o crescimento das vendas no período também impõe novos desafios operacionais. A necessidade de abastecimento constante, monitoramento de estoque em tempo real e prevenção de rupturas se intensifica em horários de menor suporte logístico, aumentando a complexidade da operação.

Para o market4u, o fenômeno vai além de um pico pontual. “Esse comportamento reforça o papel dos mercados autônomos como solução prática no dia a dia e abre espaço para expansão em centros urbanos cada vez mais dinâmicos”, conclui Córdova.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *