Dia das Mães: brasileiros mantêm a tradição, mas priorizam controle do orçamento

Dia das Mães:  brasileiros mantêm a tradição, mas priorizam controle do orçamento

Pesquisa aponta que para 57% dos brasileiros estar com a família é o maior presente e 36% comprarão o que cabe no bolso

O Dia das Mães de 2026 segue como uma das datas mais relevantes do calendário brasileiro, mas já não se sustenta apenas na lógica de consumo e presentes. A celebração passa por uma transformação importante, consolidando-se como um momento de encontro, sensibilidade emocional e conexão familiar, com impacto direto no comportamento de compra, que se torna mais contido, planejado e orientado.

De acordo com o levantamento “Pulso Dia das Mães”, realizado pela Hibou Pesquisas e Insights em parceria com a Score Agency, com 1.479 brasileiros entrevistados no mês de abril, a maior parte da população opta por celebrações simples e afetivas.

Para 57%, o maior presente da data é estar com a família, enquanto 36% admitem que irão comprar algo que caiba no bolso.

O principal símbolo da data em 2026 é a valorização da presença. Segundo o estudo, 28% dos brasileiros vão à casa das mães ou sogras, enquanto 11% recebem a família em casa. Já almoços em restaurantes e viagens aparecem de forma praticamente residual. Nessa lógica, 41% apontam o almoço em casa com a família como algo indispensável, superando a importância dos presentes, citada por apenas 15%. Segundo o levantamento, o Dia das Mães deixa de ser um espetáculo e passa a ser uma presença organizada em torno do vínculo.

Bolso apertado

O conceito de “bom presente” também ganha um novo significado diante do cenário econômico. 41% dos brasileiros dizem que o bolso está mais apertado e, por isso, vão gastar menos, enquanto 18% afirmam que, mesmo com restrições, irão manter a tradição. O brasileiro não cancela o Dia das Mães, mas adapta a comemoração ao que é possível dentro do orçamento.

“A data precisa se encaixar na rotina financeira do brasileiro, que já aprendeu a celebrar com menos riscos e mais presença”, afirma Ligia Mello, CSO da Hibou.

As compras tornam-se mais racionais, ainda que guiadas pelo afeto. Entre os principais critérios de decisão, 58% priorizam a qualidade dos produtos, enquanto 45% consideram os preços. Campanhas promocionais e influenciadores têm impacto limitado, o que reforça um comportamento menos impulsivo e mais assertivo. Ou seja, as compras são emocionais, mas não impulsivas: o consumidor busca acertar, tornando o presente uma escolha orientada por escuta, adequação e sensatez.

O ambiente digital tem papel importante no início da jornada de compra, mas a decisão final exige confiança e praticidade. Moda, beleza e afeto funcional lideram as intenções de presente. 66% dos brasileiros decidiram dar vestuário para as mães, 49% calçados, 47% perfumes e 16% bem-estar.

Vestuário lidera a lista de presentes

Entre as homenageadas, 42% desejam ganhar vestuário, 31% viagens e 29% experiências de bem-estar. Embora o mercado ainda entregue majoritariamente produtos, o desejo das mães aponta com força para descanso e autocuidado.

“Há espaço claro para marcas que consigam sair do presente genérico e atuar na lógica de recompensa emocional e cuidado pessoal. A comunicação das marcas também passa a exigir maior sensibilidade”, diz Albano Neto, CSO e CCO da Score Agency.

Quando perguntados se já se sentiram incomodados por campanhas de Dia das Mães, 19% afirmaram que sim, e desses, 58% afirmaram que a comunicação forçava uma situação, enquanto 21% disseram estar em um momento pessoal vulnerável e, por isso, foram impactados negativamente pelas campanhas. Além disso, para 12% dos brasileiros, especialmente entre pessoas com 55 anos ou mais, a data representa principalmente saudade.

Diante desse cenário, o Dia das Mães de 2026 traz um aprendizado claro para as marcas: é necessário adotar um discurso mais sensível, que gere proximidade emocional, com menos ostentação de presentes e mais conexão com a realidade do consumidor, respeitando tanto o orçamento quanto as diferentes formas de celebrar.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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