Setor de reparação se beneficia do aumento da frota, mas enfrenta muitos desafios
A cadeia do setor de reparação de veículos também é bastante concorrida e a queixa dos empresários é que para se tornarem competitivos tiveram reduzir suas margens de lucro. Existem hoje, no País, 38.500 lojas de autopeças e mais de 92 mil oficinas que são responsáveis pela manutenção de 80% da nossa frota de veículos estimada em 32,5 milhões entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.
Esta semana, mais de 500 empresários estiveram reunidos em São Paulo, durante o Seminário de Reposição Automotiva. Um dos temas discutidos e apresentado pelo diretor de qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo, foi a certificação de autopeças, conforme as portarias nº 301, nº 445, nº 78 e nº 156 que determinam a medida para vários componentes. O processo ainda está em fase de adequação e garantirá a inibição da entrada de produtos falsificados e sem procedência comprovada no país. Assim como as autopeças que colocam em risco a segurança dos veículos, o Brasil já possui mais de 192 mil tipos de produtos com selo do Inmetro.
O cenário da economia nacional e os reflexos dos mercados internacionais foram tema da ampla exposição do consultor econômico e colunista dos jornais O Estado de São Paulo e O Globo, Raul Velloso, que abordou aspectos que definem o modelo adotado no Brasil que favorece o aumento das taxas de juros, sendo um país voltado para o consumo com poucas reservas e alto gasto do poder público que provoca a alta da inflação, favorece a importação de produtos com a valorização do real e dificulta o desenvolvimento da indústria local. Ao contrário da China, que tem recurso próprio para investir em produção industrial que a torna altamente competitiva, com a venda produtos mais baratos em todo o mundo.
Velloso disse que a indústria brasileira vai ter de conviver com a concorrência dos chineses e que a taxa de crescimento do PIB deve voltar ao patamar dos 4,5% a partir de 2013. Ele não acredita que ocorrerá uma nova crise mundial tão profunda como a que aconteceu em 2008, mas que a retomada da economia nos países afetados levará 10 anos para acontecer.








