Brasil supera potências europeias em ranking global de liderança feminina

Brasil supera potências europeias em ranking global de liderança feminina

País se destaca em 32º lugar no ranking global de liderança feminina, ultrapassando França, Itália, Reino Unido e Suécia

Potências consolidadas no mercado internacional, como França, Itália, Reino Unido e Suécia estão atrás do Brasil na corrida das mulheres por cargos de liderança. Um estudo inédito divulgado pelo LinkedIn, assinado por Silvia Lara e Matthew Baird, “The State of Women in Leadership” (2026), aponta para um mercado nacional com 32,2% de liderança feminina, fator que rendeu ao país a 32ª colocação do ranking global.

Com uma diferença de 13 pontos percentuais do Brasil para o primeiro colocado, a Finlândia (45,1%), o ranking atualizado do LinkedIn mostra um avanço considerável também da América do Sul, já que Colômbia (7ª posição), Costa Rica (9ª) e Chile (10ª) pontuaram entre as nações com o maior número de líderes mulheres. Diante do aquecimento do mercado latino e à escalada brasileira, a presença feminina está ainda mais sólida no mercado de trabalho e nos espaços de gestão.

“O Brasil vive um momento de protagonismo internacional, mas ainda aquém do seu potencial. Em outros rankings, como o da consultoria Grant Thornton, o país chegou a ocupar a 12ª posição da participação feminina nos cargos de liderança. Então sim, esse é um momento que demonstra a força e a competência técnica da mulher brasileira, que tem assinado espaços de decisão com uma maestria admirável”, diz Lília Lopes (foto), diretora de Publicidade na PMS.

Geração X como ‘ponte’ de inspiração para gerações futuras

Outro destaque da pesquisa “The State of Women in Leadership”, publicada pelo LinkedIn em 2026, é a presença feminina em 48% da força de trabalho da Geração Z, comparado a somente 27% dos Baby Boomers. A ‘ponte’ entre essas gerações, no entanto, é atribuída aos nascidos entre 1965 e 1980: a Geração X.

Estabelecidos como a ‘idade do sucesso’ entre os CEOs da Fortune 500, segundo o relatório ‘Ipsos Generation Report’, a Geração X precisou lidar com os desafios da gestão, escolaridade, paridade no setor e as lacunas da maternidade desde cedo. O ‘case’ dessas mulheres, hoje, é considerado como ‘fonte de inspiração’ para os avanços da liderança feminina.

“A trajetória da Geração X no C-Suite consolidou a compreensão de que a liderança feminina não é um projeto de nicho. Atravessamos décadas de modelos de gestão verticais para provar que habilidades de mediação e inteligência emocional são, na verdade, ativos de alto valor estratégico para a mitigação de riscos e retenção de talentos. O Brasil tem a oportunidade de converter o capital humano em vantagem competitiva global e sustentabilidade corporativa”, conclui.

Crédito da foto: Francisco Moreira

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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