Com queda no engajamento, PMEs apostam em marca empregadora para “roubar” talentos

Com queda no engajamento, PMEs apostam em marca empregadora para “roubar” talentos

Estratégia de baixo custo virou a arma secreta das pequenas empresas

O mercado de recrutamento vive um paradoxo: ao mesmo tempo em que a tecnologia facilita o acesso a vagas, o engajamento de trabalhadores caiu globalmente. Segundo o relatório anual State of the Global Workplace, divulgado no mês de abril pela consultoria Gallup, o engajamento dos profissionais em todo o mundo retraiu de 23% para 21% em 2024. O movimento representa perda de US$438 bilhões em produtividade para a economia mundial. O estudo indica que o uso da tecnologia sem foco nas pessoas fragiliza aspectos como conexões humanas e senso de pertencimento, importantes no ambiente de trabalho.

Para as Pequenas e Médias Empresas (PMEs), essa tendência abriu uma janela de oportunidade para competir com gigantes do mercado por mão de obra qualificada utilizando uma estratégia de baixo custo e alto impacto: o Employer Branding (Marca Empregadora). A ideia é reter e engajar os colaboradores com práticas que proporcionam um bom ambiente corporativo.

De acordo com a LinkedIn Talent Solutions, 75% dos candidatos pesquisam a reputação de uma organização antes mesmo de submeter um currículo. Eles buscam relatos sobre cultura, flexibilidade e, principalmente, verdade. Para uma PME, onde a proximidade com a liderança é maior, essa transparência torna-se um diferencial competitivo que grandes corporações, muitas vezes engessadas por burocracias, não conseguem oferecer.

O novo Employer Branding para empresas menores não depende de orçamentos milionários, mas de personalização. Enquanto grandes empresas oferecem pacotes rígidos, as PMEs ganham terreno com a flexibilidade real. Escalas adaptáveis, a cultura do trabalho híbrido e programas de bem-estar focados na saúde mental têm sido mais eficazes para reter talentos do que bônus financeiros isolados. Quando o profissional percebe que seus valores pessoais estão alinhados aos da empresa, a relação deixa de ser meramente contratual e passa a ser de identificação.

Além da retenção, a construção de uma marca empregadora forte fomenta a inovação interna. Ambientes que promovem o diálogo entre diferentes gerações e perfis profissionais tendem a ser mais resilientes. A diversidade de perspectivas permite que desafios diários sejam resolvidos com criatividade, algo vital para empresas que precisam de agilidade para crescer.

Apesar da eficácia, muitos gestores de PMEs ainda têm dúvidas sobre como estruturar esses processos sem sobrecarregar o RH. A resposta tem vindo através da educação corporativa. Plataformas como a Escola de Pessoas, da Sólides Tecnologia, têm liderado este movimento ao oferecer trilhas de capacitação gratuitas focadas em atração e retenção. O objetivo é democratizar o acesso às ferramentas de gestão que antes eram restritas a grandes departamentos de Recursos Humanos.

No mercado atual, orientado por propósito e reputação digital, a forma como uma empresa cuida de quem já está “dentro de casa” é o que define quem terá os melhores talentos batendo à sua porta.

Foto: Campaign Creators/Unsplash

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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