Abit aponta danos da Selic elevada e defende redução dos juros

Para a instituição, crédito caro reduz a atividade econômica
Juros excessivamente elevados já não combatem apenas a inflação. Estão comprometendo investimentos, empregos, empresas e o crescimento econômico do Brasil. Às vésperas da reunião do Copom, nesta terça (16) e quarta-feira (17), a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) manifesta sua preocupação com a manutenção da taxa Selic em 14,50%, um dos mais elevados patamares do mundo.
O combate à inflação é fundamental, mas seus custos sobre a economia real não podem ser ignorados. O aumento da inadimplência, o crescimento das recuperações judiciais e a redução dos investimentos mostram que empresas e famílias enfrentam dificuldades crescentes para produzir, consumir e investir. Crédito caro reduz a atividade econômica, enfraquece a competitividade da indústria, limita a geração de empregos e compromete o potencial de crescimento do País.
A Abit defende que o processo de redução dos juros tenha continuidade já nesta reunião e prossiga de maneira gradual e responsável nas próximas decisões do Copom, em sintonia com a evolução do cenário econômico e fiscal. O Brasil deve convergir para taxas de juros compatíveis com uma economia que precisa produzir mais, investir mais, inovar mais e gerar mais oportunidades. Não há desenvolvimento sustentável, indústria forte ou geração consistente de empregos convivendo indefinidamente com juros da atual magnitude, que penalizam quem produz, quem consome, quem trabalha, a economia atual e o futuro do Brasil.








