Importações avançam 10,4% e reforçam papel da China no abastecimento da indústria brasileira

Importações avançam 10,4% e reforçam papel da China no abastecimento da indústria brasileira

Resultado da primeira semana de julho foi impulsionado pela alta nas compras de tecnologia

A balança comercial brasileira iniciou julho com superávit de US$ 2,273 bilhões, resultado de US$ 5,891 bilhões em exportações e US$ 3,618 bilhões em importações, alcançando na corrente de comércio, indicador que soma exportações e importações, US$ 9,509 bilhões apenas na primeira semana do mês. Na comparação com a primeira semana de julho de 2025, as importações cresceram 10,4% pela média diária, enquanto as exportações avançaram 40,6%, elevando a corrente de comércio em 27,3%. Para Rodrigo Giraldelli, especialista em importações entre Brasil e China e CEO da China Gate, o desempenho confirma o fortalecimento da relação comercial entre os dois países.

O desempenho das importações foi impulsionado pela indústria de transformação, que registrou crescimento de 7,4% na média diária em relação ao mesmo período de 2025, com incremento de US$ 75,52 milhões. Entre os produtos que mais contribuíram para esse avanço estão máquinas para processamento automático de dados, que dispararam 539% (alta de US$ 43,61 milhões na média diária), diodos, transistores e semicondutores, com crescimento de 116,6% (US$ 28,61 milhões), além de fertilizantes químicos, que avançaram 32,9% (US$ 24,89 milhões). O resultado evidencia o aumento da demanda por equipamentos, componentes eletrônicos e insumos industriais, segmentos em que a China é a principal fornecedora do mercado brasileiro.

Segundo Rodrigo Giraldelli, especialista em importação China – Brasil e CEO da China Gate, o crescimento das importações está diretamente ligado ao movimento das empresas de ampliar investimentos e garantir o abastecimento para o segundo semestre.

“Quando observamos que os produtos que mais cresceram nas importações são computadores, semicondutores, máquinas e fertilizantes, fica evidente que não se trata apenas de aumento do consumo, mas de uma demanda da indústria. A China concentra boa parte da produção mundial desses itens e continua sendo o parceiro mais competitivo para atender o mercado brasileiro.”

No relatório referente ao mês de junho, as exportações brasileiras para o país asiático cresceram 24,4%, totalizando US$ 12,291 bilhões, enquanto as importações de produtos chineses avançaram 27,1%, alcançando US$ 7,801 bilhões. Com isso, o Brasil registrou superávit de US$ 4,49 bilhões na balança bilateral. No acumulado do primeiro semestre de 2026, as vendas para a China somaram US$ 58,322 bilhões, alta de 21,9% sobre o mesmo período do ano anterior, enquanto as compras totalizaram US$ 38,545 bilhões, crescimento de 8%, resultando em um saldo positivo de US$ 19,777 bilhões. Esses números reforçam a posição da China como principal parceiro comercial do Brasil e evidenciam o aumento do fluxo de mercadorias entre os dois países.

Giraldelli ressalta que o desempenho acompanha uma tendência observada ao longo do ano. Em junho, as importações brasileiras provenientes da China somaram US$ 7,8 bilhões, alta de 27,1% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado do primeiro semestre, as compras do país asiático chegaram a US$ 38,5 bilhões, crescimento de 8%.

“A indústria brasileira depende da cadeia produtiva chinesa para manter sua competitividade. São componentes eletrônicos, máquinas, equipamentos e insumos que dificilmente encontram escala e preço semelhantes em outros mercados. Esse movimento deve continuar nos próximos meses, especialmente se o dólar permanecer em patamares favoráveis para importar”, conclui o especialista.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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