Produção industrial recua em 9 dos 15 locais pesquisados

Produção industrial recua em 9 dos 15 locais pesquisados

Indústria da Bahia teve a maior queda e o Ceará registrou o melhor crescimento

Em maio de 2026, a variação negativa de 0,2% da produção industrial nacional, frente a abril e na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por nove dos quinze locais pesquisados. Bahia (-8,9%), Mato Grosso (-3,2%) e Região Nordeste (-3,2%) assinalaram as quedas mais acentuadas neste mês. Minas Gerais (-1,7%), Rio Grande do Sul (-1,1%), Pará (-1,0%), Espírito Santo (-0,5%) e Rio de Janeiro (-0,3%) também assinalaram recuos mais intensos do que a média nacional (-0,2%), enquanto São Paulo (-0,1%) completou o conjunto de locais com taxas negativas em maio. Já os seis locais com taxas positivas foram Ceará (3,2%), Pernambuco (2,4%), Santa Catarina (2,3%), Amazonas (2,1%), Paraná (1,4%) e Goiás (0,7%).

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral da indústria foi de 0,3% no trimestre encerrado em maio de 2026 frente ao nível do mês anterior. Oito dos quinze locais pesquisados apontaram taxas positivas, e os avanços mais acentuados foram de Goiás (2,1%), Espírito Santo (1,7%), Santa Catarina (1,7%), Ceará (1,5%) e Rio de Janeiro (1,5%). Por outro lado, Mato Grosso (-1,6%), Bahia (-1,3%) e Pernambuco (-1,1%) assinalaram os principais recuos.

Indicadores Conjunturais da Indústria – Resultados Regionais – Maio de 2026
Locais Variação (%)
Maio 2026/ Abril 2026*Maio 2026/ Maio 2025Acumulada Janeiro-MaioAcumulada em 12 Meses
Amazonas2,10,0-2,7-0,8
Pará-1,0-4,9-0,8-2,7
Região Nordeste-3,2-4,80,60,9
Maranhão-12,4-6,2-5,6
Ceará3,2-0,8-3,7-1,7
Rio Grande do Norte-5,5-15,5-11,4
Pernambuco2,4-0,914,97,6
Bahia-8,9-7,1-5,1-2,1
Minas Gerais-1,7-1,11,21,1
Espírito Santo-0,510,821,920,6
Rio de Janeiro-0,37,47,87,2
São Paulo-0,1-1,0-0,5-2,5
Paraná1,4-0,3-1,3-1,7
Santa Catarina2,30,5-2,1-0,3
Rio Grande do Sul-1,1-0,32,31,9
Mato Grosso do Sul-3,65,3-8,5
Mato Grosso-3,21,33,5-4,4
Goiás0,73,91,82,7
Brasil-0,20,21,40,4
* Série com Ajuste Sazonal

Em maio de 2026, a produção industrial nacional mostrou variação negativa de 0,2% frente a abril, na série com ajuste sazonal, e nove dos quinze locais pesquisados mostraram resultados negativos. Bahia (-8,9%), Mato Grosso (-3,2%) e Região Nordeste (-3,2%) assinalaram as quedas mais acentuadas neste mês, com o primeiro local interrompendo quatro meses consecutivos de crescimento, período em que acumulou ganho de 13,3%; o segundo acumulando perda de 8,6% em dois meses seguidos de taxas negativas; e o terceiro eliminando parte da expansão de 5,5% registrada nos quatro primeiros meses de 2026.

Minas Gerais (-1,7%), Rio Grande do Sul (-1,1%), Pará (-1,0%), Espírito Santo (-0,5%) e Rio de Janeiro (-0,3%) também assinalaram recuos mais intensos do que a média nacional (-0,2%), enquanto São Paulo (-0,1%) completou o conjunto de locais com taxas negativas em maio de 2026. Por outro lado, Ceará (3,2%) apontou a maior alta no mês e intensificou o avanço verificado em abril de 2026 (2,4%). Pernambuco (2,4%), Santa Catarina (2,3%), Amazonas (2,1%), Paraná (1,4%) e Goiás (0,7%) também mostraram resultados positivos em maio.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação positiva de 0,3% no trimestre encerrado em maio de 2026 frente ao nível do mês anterior e permaneceu com a trajetória ascendente iniciada em dezembro de 2025. Em termos regionais, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, oito dos quinze locais pesquisados apontaram taxas positivas neste mês, com destaque para os avanços mais acentuados registrados por Goiás (2,1%), Espírito Santo (1,7%), Santa Catarina (1,7%), Ceará (1,5%) e Rio de Janeiro (1,5%). Por outro lado, Mato Grosso (-1,6%), Bahia (-1,3%) e Pernambuco (-1,1%) assinalaram os principais recuos em maio de 2026.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou variação positiva de 0,2% em maio de 2026, com cinco dos dezoito locais pesquisados apontando expansão na produção. Vale citar que maio de 2026 (20 dias) teve um dia útil a menos que igual mês do ano anterior (21). Espírito Santo (10,8%) e Rio de Janeiro (7,4%) assinalaram os avanços mais acentuados neste mês, impulsionados, principalmente, pelo comportamento positivo observado nas atividades de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro pelotizados ou sinterizados), no primeiro local; e de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo) e produtos químicos (preparações capilares, xampus para os cabelos, fungicidas e inseticidas para uso na agricultura, herbicidas para plantas e polietileno de alta densidade), no segundo.

Goiás (3,9%), Mato Grosso (1,3%) e Santa Catarina (0,5%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção no índice interanual de maio de 2026. Amazonas, ao mostrar variação nula (0,0%) neste mês, repetiu o patamar de produção de maio de 2025. Por outro lado, Maranhão (-12,4%) e Bahia (-7,1%) assinalaram os recuos mais intensos, pressionados pelas atividades de produtos alimentícios (pães, bolos, doces e outros produtos similares produzidos em padarias e confeitarias, carnes de bovinos frescas, refrigeradas ou congeladas, sobremesas prontas para consumo e arroz) e indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados ou sinterizados), no primeiro local; e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, gasolina automotiva e óleos combustíveis) e celulose, papel e produtos de papel (celulose), no segundo.

Rio Grande do Norte (-5,5%), Pará (-4,9%), Região Nordeste (-4,8%), Mato Grosso do Sul (-3,6%), Minas Gerais (-1,1%), São Paulo (-1,0%), Pernambuco (-0,9%), Ceará (-0,8%), Paraná (-0,3%) e Rio Grande do Sul (-0,3%) registraram os demais resultados negativos frente a maio de 2025.

No índice acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial cresceu 1,4%, com resultados positivos em nove dos dezoito locais pesquisados. Espírito Santo (21,9%) e Pernambuco (14,9%) assinalaram avanços de dois dígitos e os mais acentuados no índice acumulado do ano, impulsionados, em grande parte, pelas atividades de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural), no primeiro local; e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, gás liquefeito de petróleo e óleos combustíveis), no segundo.

Rio de Janeiro (7,8%), Mato Grosso do Sul (5,3%), Mato Grosso (3,5%), Rio Grande do Sul (2,3%) e Goiás (1,8%) também registraram avanços mais intensos do que a média nacional (1,4%), enquanto Minas Gerais (1,2%) e Região Nordeste (0,6%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção no índice acumulado no ano.

Já o Rio Grande do Norte (-15,5%) assinalou recuo de dois dígitos e o mais intenso no índice acumulado para o período janeiro-maio de 2026, pressionado pelo comportamento negativo vindo da atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel). Maranhão (-6,2%), Bahia (-5,1%), Ceará (-3,7%), Amazonas (-2,7%), Santa Catarina (-2,1%), Paraná (-1,3%), Pará (-0,8%) e São Paulo (-0,5%) também mostraram resultados negativos no índice acumulado no ano.

No confronto dos resultados do primeiro trimestre de 2026 com o do período abril-maio de 2026, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, nove dos dezoito locais pesquisados mostraram ganho de dinamismo entre os dois períodos. Em termos regionais, Rio Grande do Norte (de -19,2% para -9,6%), Goiás (de -0,7% para 4,7%), Ceará (de -5,7% para -0,6%), Santa Catarina (de -3,8% para 0,5%) e Bahia (de -6,4% para -3,2%) apontaram os ganhos mais acentuados, enquanto Pernambuco (de 29,7% para -2,3%), Mato Grosso do Sul (de 9,5% para -0,3%), Pará (de 1,5% para -3,9%), Maranhão (de -4,2% para –9,0%), Região Nordeste (de 2,6% para -2,2%) e Mato Grosso (de 5,0% para 1,3%) assinalaram as principais perdas entre os dois períodos.

acumulado nos últimos 12 meses, ao avançar 0,4% em maio de 2026, permaneceu positivo, com perda de ritmo frente a abril de 2026 (0,7%). Somente sete dos dezoito locais pesquisados registraram taxas positivas em maio de 2026, mas nove apontaram menor dinamismo frente aos índices de abril último. Rio Grande do Sul (de 3,8% para 1,9%), Espírito Santo (de 21,9% para 20,6%), Pará (de -1,7% para -2,7%), Maranhão (de -4,6% para -5,6%), Minas Gerais (de 1,6% para 1,1%) e Ceará (de -1,2% para -1,7%) assinalaram as perdas mais acentuadas entre abril e maio de 2026, enquanto Mato Grosso do Sul (de –9,6% para -8,5%), Mato Grosso (de -5,4% para -4,4%) e Rio Grande do Norte (de -12,4% para -11,4%) mostraram os principais ganhos entre os dois períodos.

Foto: Fernando Ogura/AEN

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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