Com Brasil na vice-liderança mundial da aviação executiva, Aeroporto de Bacacheri registra salto de 47% em voos

Com Brasil na vice-liderança mundial da aviação executiva, Aeroporto de Bacacheri registra salto de 47% em voos

Setor cresce impulsionado por mobilidade corporativa, agronegócio e operações sob demanda

O Brasil consolidou a sua posição como a segunda maior frota de aviação executiva do mundo, alcançando a marca de 11.239 aeronaves registradas, segundo dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG). O forte avanço do setor gera impactos diretos na movimentação de aeroportos estratégicos do país. É o caso do Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, que registrou um aumento de aproximadamente 47% nas suas operações desde 2022. Impulsionado pelo crescimento do agronegócio, da logística, da mobilidade corporativa e das operações sob demanda, o setor vive um dos períodos de maior expansão da última década.

Dados da ABAG mostram que a frota brasileira de aviação executiva alcançou 11.239 aeronaves, refletindo um crescimento de 6,5% em relação ao período anterior. O grande destaque foi o segmento de jatos executivos, cuja frota avançou 17%. Além da expansão da aviação executiva como um todo, o mercado de táxi aéreo também segue em crescimento acelerado.

Levantamento da ABAG aponta que as 145 empresas brasileiras do segmento operavam 686 aeronaves no segundo semestre de 2025, uma alta de 6,26% em curto período. Segundo a entidade, a frota do táxi aéreo brasileiro já supera, em número de aeronaves, a das companhias aéreas comerciais regulares do país. Em janeiro de 2022, a frota nacional de táxi aéreo era de cerca de 600 aeronaves — pouco mais de dois anos depois, o segmento acumulou crescimento superior a 14%, refletindo a ampliação da demanda por deslocamentos corporativos, fretamentos e operações regionais.

Em Curitiba, o movimento acompanha a expansão nacional. Exclusivo para aviação geral e executiva, o Aeroporto do Bacacheri registrou 33.848 movimentos entre pousos e decolagens ao longo de 2025. A alta é de aproximadamente 47% em relação a 2022, quando a Motiva assumiu a administração do aeródromo e foram contabilizadas 23.021 operações. O desempenho colocou o terminal curitibano entre os dez aeroportos mais movimentados do país na aviação geral, segundo dados do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

“O Aeroporto do Bacacheri acompanha diretamente o crescimento da aviação de negócios no Brasil. Curitiba possui localização estratégica e uma economia fortemente conectada aos setores industrial, logístico e corporativo, o que amplia a demanda por operações executivas, manutenção aeronáutica e serviços especializados”, afirma Eduardo Schein, gerente do Aeroporto do Bacacheri.

O crescimento também reforça o papel da aviação geral na conectividade regional brasileira. Enquanto a aviação comercial regular atende cerca de 176 localidades, a aviação geral opera em mais de 3.700 aeroportos e aproximadamente 1.365 helipontos em todo o país, segundo a ABAG. Antes associado majoritariamente ao mercado de luxo, o segmento passou a integrar a infraestrutura essencial de mobilidade do país, atendendo demandas corporativas, operações aeromédicas, agronegócio e logística.

No Aeroporto do Bacacheri, estão instaladas dezenas de empresas ligadas à aviação executiva, manutenção aeronáutica e operações de fretamento, incluindo operadores reconhecidos nacionalmente, como a Helisul, Hércules Táxi Aéreo e SyncJet.

Como contratar um serviço de táxi aéreo?

A contratação de voos executivos e serviços de táxi aéreo deve ser feita diretamente com empresas homologadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Antes de fechar um contrato, especialistas recomendam verificar se a operadora possui certificação válida da agência, além de confirmar a regularidade da aeronave, da tripulação e das condições de segurança operacional nos sistemas oficiais da ANAC (como o aplicativo Voe Seguro).

Quanto custa um voo de táxi aéreo?

Os custos variam conforme fatores como distância percorrida, modelo da aeronave, tempo de utilização e disponibilidade operacional. No mercado brasileiro, voos de helicóptero entre Curitiba e o litoral do Paraná costumam variar entre R$5 mil e R$15 mil. Já fretamentos em jatos executivos leves, como o Embraer Phenom 100, para destinos como São Paulo ou Florianópolis, podem custar entre R$8 mil e R$20 mil. Os valores são estimativas de mercado e variam conforme o operador e as características de cada voo.

Crédito da foto: Rodrigo Zanotto

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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