Comprar Bitcoin é fácil, mas manter a segurança é outra história

Educação se torna principal ferramenta para quem quer investir em criptoativos
O avanço da adoção do Bitcoin e de outros criptoativos amplia o acesso de investidores ao mercado digital, mas também aumenta a exposição a golpes cada vez mais sofisticados. À medida que investidores institucionais, novos produtos financeiros e exchanges tornam o mercado de criptomoedas mais acessível, organizações criminosas também profissionalizam suas estratégias. E o problema aqui não está na tecnologia, mas sim na maneira como as pessoas usam a mesma.
Dados da Chainalysis mostram que os golpes envolvendo ativos digitais se tornam cada vez mais sofisticados, com o uso crescente de inteligência artificial, automação e técnicas de engenharia social para enganar usuários e obter acesso a carteiras digitais, contas e ativos financeiros. Em um ambiente no qual as transações em blockchain são, na maioria dos casos, irreversíveis, a prevenção se consolida como o principal mecanismo de proteção.
Diante desse cenário, investir em educação financeira e segurança digital é um passo fundamental para se prevenir e permitir decisões mais conscientes em um mercado de rápida evolução tecnológica, afirma Cleverson Pereira, criador da AVO (Aprendizado Virtual OnilX) e Head Educacional da OnilX.
“Comprar Bitcoin nunca foi tão simples. O verdadeiro desafio é manter esses ativos protegidos. A educação financeira e o conhecimento sobre segurança digital são hoje os principais instrumentos para que investidores compreendam os riscos, identifiquem tentativas de fraude e desenvolvam autonomia para tomar decisões responsáveis no mercado de ativos digitais.”
Entre as fraudes mais recorrentes estão os ataques de phishing, nos quais criminosos reproduzem páginas falsas de exchanges e carteiras digitais para capturar senhas e frases de recuperação (seed phrase); falsas promessas de investimentos com rentabilidade garantida; perfis clonados de empresas, especialistas e influenciadores; além de golpes praticados por falsos atendentes de suporte técnico. Grande parte desses crimes não depende de vulnerabilidades tecnológicas, mas da manipulação do comportamento humano por meio de sentimentos como urgência, medo, confiança e ganância.
Além da atenção aos golpes, o especialista recomenda a adoção de práticas básicas de segurança digital, como utilizar apenas exchanges e carteiras oficiais, verificar cuidadosamente o endereço dos sites antes de realizar o login, nunca compartilhar a seed phrase ou chaves privadas, ativar a autenticação em dois fatores (2FA), manter dispositivos e aplicativos atualizados e considerar o uso de hardware wallets para armazenar valores mais elevados. Essas medidas reduzem significativamente o risco de acessos indevidos e perdas financeiras.
Segundo Pereira, a falta de conhecimento ainda é uma das principais vulnerabilidades dos investidores iniciantes. “Nossa proposta é transformar conceitos complexos sobre blockchain, criptomoedas e segurança em conteúdos acessíveis e aplicáveis. Mais do que ensinar sobre investimentos, buscamos formar usuários capazes de compreender o funcionamento do ecossistema digital, avaliar riscos e agir com responsabilidade em um mercado em constante evolução.”
Aprenda do básico ao avançado
Hoje a AVO Educacional oferece uma trilha de formação voltada tanto para iniciantes quanto para profissionais que desejam aprofundar conhecimentos sobre blockchain, Bitcoin, Ethereum, tokenização, compliance, regulação, análise de ativos digitais, gestão de risco, autocustódia e cibersegurança. Integrante do ecossistema OnilX, a plataforma reúne cursos online, materiais complementares, certificados, aulas ao vivo em planos específicos, comunidade de alunos e ferramentas de apoio à tomada de decisão financeira.
O fortalecimento da educação em ativos digitais acompanha a crescente profissionalização do setor e a expansão da economia digital. À medida que blockchain, tokenização e criptomoedas ganham espaço em diferentes segmentos econômicos, cresce também a necessidade de desenvolver conhecimento técnico e hábitos consistentes de segurança para reduzir a exposição a fraudes e ampliar o uso consciente dessas tecnologias.
O corpo docente reúne especialistas com experiência no mercado financeiro e de ativos digitais, incluindo Cleverson Pereira, Álvaro Rocha, Margarida Smith e Fernando Carvalho. A combinação entre experiência prática, conhecimento regulatório e metodologia educacional é apontada pela empresa como um dos pilares da formação oferecida. Com a profissionalização do mercado de ativos digitais, cresce também a demanda por capacitação em temas como blockchain, compliance e inovação financeira.
“Nesse cenário, iniciativas educacionais especializadas ganham relevância ao contribuir para a formação de profissionais preparados para atuar em um mercado que movimenta investimentos, tecnologia e transformação digital em escala global”, conclui Pereira.








