Sul registra alta de quase 80% no uso do imóvel como garantia para reorganizar finanças

Sul registra alta de quase 80% no uso do imóvel como garantia para reorganizar finanças

Modalidade avança no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul à medida que consumidores substituem dívidas caras por crédito de longo prazo e usam patrimônio para investir

O uso do imóvel como garantia para obtenção de crédito vem ganhando espaço entre consumidores da região Sul do país como alternativa para reorganizar as finanças e viabilizar novos projetos. Dados internos do Banco Bari mostram que o número de contratos de home equity cresceu 79,8% no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Além do avanço no número de operações, o volume financeiro movimentado também registrou crescimento expressivo. Entre janeiro e junho deste ano, foram contratados mais de R$26 milhões em operações de home equity na região, alta de aproximadamente 56% em relação aos R$17 milhões registrados no primeiro semestre de 2025.

Os dados mostram que a modalidade tem sido utilizada principalmente para reorganizar a vida financeira. A quitação de dívidas representa 37,3% das operações realizadas, seguida por construção e reforma de imóveis (16,6%) e portabilidade de crédito (11,8%). O levantamento também aponta o uso de crédito para investimentos (4,1%), capital de giro para empresas (2,4%), aquisição de bens (2,4%) e abertura de empresas ou franquias (1,8%).

Para Gustavo Caciatori, Chief Operation Officer do Bari e Especialista em Crédito com Garantia de Imóvel, o crescimento acompanha uma mudança na forma como os brasileiros utilizam o patrimônio imobiliário.

“O imóvel deixa de ser apenas um patrimônio e passa a funcionar como uma ferramenta de planejamento financeiro. Cada vez mais consumidores utilizam o home equity para substituir dívidas de alto custo, reorganizar o orçamento ou financiar projetos de longo prazo com condições mais vantajosas. É uma decisão que busca reduzir o custo do crédito e criar espaço para novos investimento”, afirma Caciatori.

Consumidor mais maduro e com maior capacidade financeira

O levantamento mostra que a modalidade é mais utilizada por consumidores que já consolidaram seu patrimônio. A faixa entre 41 e 50 anos concentra 40,4% dos contratos, seguida pelos grupos de 51 a 60 anos (22,8%) e de 31 a 40 anos (22,1%). Clientes entre 61 e 70 anos representam 13,2% das operações.

A renda familiar média dos contratantes na região Sul é de R$22.022,75. Entre os estados, o Rio Grande do Sul apresenta a maior renda média (R$24.213,59), seguido pelo Paraná (R$22.038,84) e Santa Catarina (R$19.801,25).

Crédito de longo prazo ganha espaço

Na avaliação do executivo, o crescimento do home equity reflete uma mudança de comportamento dos consumidores, que passaram a buscar linhas de crédito mais eficientes para substituir modalidades de maior custo, como empréstimos pessoais, cheque especial e crédito rotativo, além de financiar investimentos sem comprometer excessivamente o fluxo de caixa.

Com juros significativamente inferiores aos praticados em outras modalidades e prazos que podem superar dez anos, o home equity vem se consolidado como uma alternativa para quem já possui patrimônio imobiliário e deseja utilizar esse ativo de forma estratégica, seja para reduzir o custo das dívidas, investir em melhorias no imóvel ou impulsionar novos projetos pessoais e empresariais.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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