Vagas que exigem competências em IA quase triplicam no Brasil

Vagas que exigem competências em IA quase triplicam no Brasil

Barômetro Global de Empregos em IA 2026 revela que organizações mais expostas à inteligência artificial registram maior produtividade

A demanda por profissionais com competências em inteligência artificial (IA) avança rapidamente no Brasil. O número de vagas que exigem habilidades relacionadas à tecnologia passou de 63,3 mil em 2024 para 182,3 mil em 2025, um crescimento de 188% em um ano. Com isso, a participação dessas oportunidades no total de anúncios de emprego no país saltou de 1,1% para 3,6%. Os dados são do Barômetro Global de Empregos em IA 2026, estudo da PwC que analisou mais de um bilhão de anúncios de emprego em seis continentes para avaliar os impactos da IA sobre o mercado de trabalho.

O estudo mostra que a inteligência artificial está remodelando o trabalho de forma estrutural. Em vez de substituir profissionais em larga escala, tem ampliado a produtividade das organizações, acelerado a transformação das competências exigidas e fortalecido a demanda por talentos capazes de combinar conhecimentos técnicos e habilidades humanas.

Os resultados mostram que empresas mais expostas à IA registram crescimento de produtividade significativamente superior ao das demais. Na análise global da amostra, essas organizações apresentam expansão mais acelerada do quadro de profissionais (52% contra 36%), além de crescimento salarial mais expressivo (24% versus 17%).

“Os dados demonstram que IA está transformando a natureza do trabalho e aumentando a importância de competências humanas, como criatividade, liderança, julgamento e colaboração. O desafio das organizações, agora, é preparar seus profissionais para essa nova realidade”, afirma Camila Cinquetti, sócia e líder de People Organization na PwC Brasil, acrescentando que os resultados reforçam que o valor gerado pela IA vai além da eficiência operacional.

Demanda por IA avança em diferentes setores

No Brasil, os setores de Energia e Serviços de Utilidade Pública é o que concentra a maior demanda de vagas no mercado, respondendo por 19,5% dos anúncios de emprego, seguido por Manufatura (14,8%), Serviços Profissionais (14,3%) e Varejo e Consumo (13,9%).

Quando o recorte considera apenas vagas relacionadas ao uso da IA, o destaque muda para o setor de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações (TMT), onde 13,1% dos anúncios exigem competências em inteligência artificial.

Demanda triplica no Brasil

A maior parte da demanda no Brasil está concentrada em profissionais que utilizam IA em suas atividades diárias. As vagas para esses perfis passaram de cerca de 58 mil para quase 160 mil entre 2024 e 2025, representando 87,5% das oportunidades relacionadas à tecnologia. Já as posições voltadas ao desenvolvimento de soluções de IA responderam por 12,5% do total.

O setor de Saúde apresenta a maior proporção de vagas destinadas ao desenvolvimento de IA, com 29,8% das oportunidades relacionadas à tecnologia voltadas à criação de novas soluções. Em contraste, a indústria de Consumo apresenta a maior concentração de usuários de IA, representando 97% das vagas do setor.

O estudo também mostra que as ocupações mais expostas à IA estão passando por mudanças mais rápidas nos requisitos profissionais. Entre 2021 e 2025, as funções com maior exposição à tecnologia incorporaram, em média, 314 novas competências por ocupação, número 3,6 vezes superior ao observado entre as funções menos expostas.

“O resultado evidencia que, à medida que a IA se integra aos fluxos de trabalho, cresce a demanda por profissionais capazes de combinar domínio tecnológico com habilidades humano-intensivas, como criatividade, capacidade de decisão, inteligência emocional empatia e liderança”, conclui Camila Cinquetti.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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