Valor financeiro de fusões e aquisições atinge R$ 195 bilhões, apesar da queda de transações

No primeiro semestre foram realizadas 610 transações
Uma pesquisa da KPMG apontou que o mercado de fusões e aquisições movimentou um montante de R$ 195 bilhões no primeiro semestre deste ano, um aumento de mais de 22% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram negociados R$ 160 bilhões. Apesar disso, foram registradas 610 transações nos seis primeiros meses, uma redução de 35% em relação às 938 operações contabilizadas no mesmo intervalo de 2025.
“Embora o número de operações tenha diminuído, observamos um crescimento expressivo no valor movimentado, indicando que investidores continuam identificando oportunidades relevantes e priorizando transações com maior impacto estratégico e capacidade de geração de valor no longo prazo”, analisa o coordenador da pesquisa e sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra.
Entre as principais operações anunciadas no período estão as seguintes:
· A aquisição de ativos de mineração e refinaria da South32 pela Alcoa Corporation, por aproximadamente R$ 28,5 bilhões;
· A compra da Serra Verde pela USA Rare Earth, junto aos fundos Derham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue, por cerca de R$ 13,9 bilhões;
· A compra da Raízen Argentina pela Mercuria, em transação avaliada em aproximadamente R$ 7,2 bilhões.
“Os dados indicam que o mercado brasileiro de fusões e aquisições continua ativo, porém mais concentrado em operações de grande porte e alto valor agregado. As maiores operações do semestre demonstram a continuidade do interesse de investidores por ativos estratégicos em setores considerados fundamentais para a economia, como mineração, serviços financeiros e energia. Em um ambiente de maior seletividade, empresas e investidores têm direcionado seus esforços para ativos estratégicos capazes de acelerar crescimento, ganho de escala e competitividade, reforçando a confiança nas perspectivas de longo prazo da economia brasileira”, destaca o sócio líder de transações e estratégia da KPMG, Alan Riddell.
Transações domésticas x internacionais
No recorte por modalidade, a pesquisa revela retração no volume de operações em todas as principais categorias analisadas no primeiro semestre deste ano. As transações domésticas totalizaram 419 operações, frente às 705 registradas no mesmo período de 2025, enquanto as operações envolvendo investidores estrangeiros passaram de 233 para 191 negócios.
Já a indústria de private equity e venture capital contabilizou 146 transações, ante 266 no primeiro semestre do ano anterior. Apesar da redução na quantidade de operações envolvendo este tipo de investimento, o valor financeiro movimentado nessas transações apresentou crescimento superior a 30%.








