Grupo Casas Bahia anuncia pedido de recuperação judicial e avança na Fase 2 do Plano de Transformação

Grupo Casas Bahia anuncia pedido de recuperação judicial e avança na Fase 2 do Plano de Transformação

Companhia inicia nova etapa de reorganização para preservar a operação

O Grupo Casas Bahia informa que ingressou neste domingo (16) com pedido de recuperação judicial, dando início a uma nova etapa de reorganização de suas obrigações financeiras e de sua estrutura operacional. A medida judicial impacta pagamentos de aproximadamente R$ 17,3 bilhões a bancos, fundos de investimentos, seguradoras, fornecedores, além de aluguéis e dívidas trabalhistas.

“Nos últimos anos, fizemos um trabalho importante de transformação da Companhia. Reduzimos de forma relevante o endividamento financeiro, melhoramos nossa estrutura de capital, avançamos em eficiência e fortalecemos a geração de caixa. Mas precisamos reconhecer que essa evolução, embora crucial, não foi suficiente diante de um cenário de crédito mais restritivo, juros elevados e consumo pressionado. A realidade mudou e, junto ao nosso Conselho de Administração, tomamos decisões para adequar a Companhia a essa nova realidade”, afirma Renato Franklin, CEO do Grupo Casas Bahia.

Nos últimos trimestres, a Companhia diminuiu de forma expressiva sua dívida líquida e sua alavancagem financeira e acumulou nove trimestres consecutivos de evolução da margem EBITDA ajustada. No segundo trimestre de 2026, a alavancagem financeira chegou a 0,5 vez o EBITDA ajustado, ante 2,2 vezes um ano antes, enquanto o fluxo de caixa livre somou R$ 800 milhões no trimestre, contra R$ 173 milhões no 2T25.

Segundo o executivo, o plano da companhia previa ainda aporte de capital, via equity, ou por novas linhas de crédito, mas a deterioração do cenário global, com maior aversão ao risco, inviabilizou as negociações.

“A recuperação judicial faz parte de uma reorganização do passivo da empresa de forma mais ampla, que precisa dar à Companhia condições de ajustar suas obrigações e, ao mesmo tempo, continuar executando as medidas operacionais da Fase 2 do Plano de Transformação que já estão em andamento”, afirma o CEO.

Fase 2: Companhia menor e mais focada em geração de caixa

A nova etapa do Plano de Transformação do Grupo Casas Bahia mantém os mesmos princípios que orientaram as fases anteriores: disciplina de capital, retorno sobre o capital empregado, rentabilidade e geração de caixa, mas parte de uma realidade diferente devido à deterioração do cenário macroeconômico.

A Companhia passa, portanto, a priorizar caixa e rentabilidade sobre volume, redimensionando sua operação para uma escala compatível com sua capacidade de geração de retorno.

As medidas iniciais desta nova fase foram o fechamento de 298 lojas com baixo desempenho e a redução estrutural de custos e despesas. Agora, a Companhia prevê uma revisão dos canais digitais, a adequação de estoques e capital de giro, além de menores investimentos e a busca por alternativas de diminuição do custo financeiro.

Nos canais digitais, a estratégia também passa por uma mudança de prioridade: margem, geração de caixa e retorno sobre o capital empregado passam a prevalecer sobre o crescimento de volumes que não apresentem retorno econômico adequado.

O pedido de recuperação judicial não interrompe a operação do Grupo Casas Bahia. A Companhia seguirá atuando em seus canais físicos e digitais, atendendo clientes, trabalhando com fornecedores e executando as medidas previstas na Fase 2 do Plano de Transformação, dentro das condições estabelecidas pelo processo de reorganização.

“A estratégia daqui em diante é operar uma Companhia menor, mais seletiva e concentrada nas atividades capazes de gerar retorno e caixa. Isso significa preservar as operações com maior capacidade econômica, adequar custos e investimentos ao novo nível de atividade, melhorar o giro de estoques e reduzir a necessidade de capital empregado”, conclui Franklin.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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