Inteligência emocional e autoconhecimento lideram ranking das 12 habilidades que os brasileiros mais pesquisaram

Inteligência emocional e autoconhecimento lideram ranking das 12 habilidades que os brasileiros mais pesquisaram

Pesquisa da Conquer mapeou quais competências estão no radar dos internautas com base em suas buscas online

Pense na última vez em que uma situação de trabalho saiu do controle: uma reunião tensa, um prazo apertado, um feedback difícil de digerir. Quantas vezes, durante essas situações, você se deu conta de que precisaria desenvolver melhor sua própria comunicação, autoconfiança ou maturidade emocional?

A julgar pelo comportamento digital dos brasileiros, aparentemente, essa tem sido uma dor cada vez mais comum. Isso porque um levantamento da escola de negócios Conquer, que analisou as pesquisas realizadas nos mecanismos online nos últimos doze meses, acaba de identificar um interesse crescente dos usuários pelo desenvolvimento das chamadas soft skills — habilidades socioemocionais, cognitivas e comportamentais que fazem toda diferença no ambiente profissional.

Mais do que certa curiosidade sobre os conceitos, o que aparece nas buscas mais recentes da população é intenção prática: de forma geral, estamos falando de pesquisas majoritariamente acompanhadas da expressão “como desenvolver”, sinalizando o desejo geral de caminhos para aprimorar (e exercitar) essas competências no dia a dia. Confira:

Afinal, quais habilidades os brasileiros mais buscam desenvolver com ajuda da internet?

De forma geral, é possível dizer que a composição da lista de competências populares no Google Brasil diz bastante sobre o momento do mercado de trabalho. No topo do ranking, por exemplo, o destaque de habilidades como inteligência emocional e autoconhecimento aponta para uma preocupação com o controle interior e a compreensão de padrões pessoais de comportamento, a base de praticamente todas as  competências do ranking.

image.png

Logo em seguida, aparecem habilidades ligadas ao raciocínio e à tomada de decisão, como pensamento crítico e raciocínio lógico, enquanto o meio e o fim da lista concentram competências de natureza relacional — como é o caso das habilidades sociais, empatia e liderança.

Não por acaso, relatórios sobre o futuro do trabalho, como o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, vêm apontando justamente as habilidades humanas entre as mais valorizadas em cenários de rápida automação de tarefas técnicas.

“É interessante perceber que as habilidades que lideram as buscas não são necessariamente aquelas que as pessoas aprendem em um curso técnico ou na graduação, mas competências que aparecem justamente quando precisamos lidar com pressão, tomar decisões, nos posicionar, trabalhar em equipe ou atravessar mudanças”, reflete Juliana Alencar, Diretora de Marketing da Conquer. “No fim, são essas situações que mostram que crescer profissionalmente também passa por saber lidar consigo mesmo e com os outros”.

Além de buscas iniciais sobre o tema, ao longo do levantamento, algo que a Conquer identificou é que muitas pesquisas vão além do entendimento sobre o que são tais habilidades, com boa parte dos internautas indo atrás de formações estruturadas sobre o que sentem que precisam aprimorar na prática.

É o caso das soft skills que lideram o ranking: somente no último ano, foram mais de 50 mil buscas de Norte a Sul relacionadas a termos como “curso de inteligência emocional” e “curso de autoconhecimento”.

“O dado indica uma mudança relevante na forma como essas competências são encaradas”, comenta Juliana. “Antes tratadas como traços de personalidade, algo que o profissional ‘tem ou não tem’, elas passaram a ser vistas como o que são de fato: habilidades treináveis e passíveis de prática, algo que também procuramos mostrar nos cursos oferecidos pela Conquer”.

Liderança enquanto habilidade: crescem as buscas por cursos para líderes

Se o aprimoramento das competências acima é uma preocupação crescente, o estudo mostra como esse interesse ganha contornos específicos quando o assunto é a gestão de outras pessoas.

Afinal, embora apareça na 11ª posição entre as habilidades mais populares, saltos de busca também foram registrados em relação a pesquisas pela formação de líderes, que refletem o interesse em melhorar a condução de equipes, bem como se preparar para os desafios de quem, muitas vezes, acabou de assumir o cargo.

Nesse caso, o maior volume ficou com as buscas por termos ligados à expressão “cursos de liderança e gestão de pessoas”, que somaram 51 mil pesquisas no período, com alta de 50% no Google. A procura por MBA em liderança e gestão de pessoas acompanha o crescimento, com cerca 23 mil buscas e salto de 85% — sinal de que parte dos interessados procura uma formação mais longa e aprofundada.

No universo das pesquisas sobre liderança, outro dado interessante diz respeito ao termo com um dos saltos mais consideráveis do período: “liderança operacional”, com alta de 177% nos mecanismos digitais.

De forma geral, a expressão se refere à liderança mais próxima da execução cotidiana do trabalho, responsável por transformar objetivos em ações concretas, acompanhar processos, orientar equipes e garantir que as entregas aconteçam. O crescimento das buscas pelo termo pode indicar, portanto, um interesse maior por uma dimensão da liderança diretamente ligada à prática, especialmente entre profissionais à frente das responsabilidades de gestão pela primeira vez.

“De fato, a primeira liderança pode ser um momento bastante desafiador, especialmente porque nem sempre quem assume esse papel recebe preparo e suporte para isso”, pontua a Diretora de Marketing da Conquer. “É comum que profissionais muito bons tecnicamente precisem, de repente, desenvolver novas habilidades para lidar com pessoas, delegar, dar direcionamento e tomar decisões que antes não faziam parte da sua rotina.”

Para a executiva, o avanço das buscas pode estar relacionado justamente a essa necessidade de preparação. “É preciso se lembrar de que liderar não é necessariamente uma consequência automática da senioridade. Trata-se de uma habilidade que pode ser desenvolvida à medida que o profissional amplia seu repertório e encontra ferramentas para lidar com os desafios da gestão”, afirma. “Quando existe mais atenção a essa dimensão prática da liderança, a tendência é que os novos líderes se sintam mais preparados para traduzir os objetivos da empresa em decisões no dia a dia.”

Metodologia

Para mapear as competências mais procuradas no país, foram consideradas pesquisas no Google realizadas por brasileiros durante os últimos doze meses, considerando o período de julho de 2025 a julho de 2026.

A investigação, com foco em expressões ligadas a habilidades socioemocionais, cognitivas e comportamentais, abrangeu todas as buscas relativas ao tópico nas cinco regiões nacionais. Em seguida, os termos mais pesquisados foram dispostos em um ranking baseado no volume total de buscas ao longo do último ano.

Crédito da foto: iStock

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *