Quase metade dos investidores da Bolsa de Valores atrasa o Imposto de Renda

Quase metade dos investidores da Bolsa de Valores atrasa o Imposto de Renda

Levantamento com 206 mil investidores mostra atrasos no pagamento do DARF

Quase metade dos investidores (48,5%) atrasa o pagamento do DARF (Documento de Arrecadação da Receita Federal) do Imposto de Renda (IR) sobre Ganhos de Capital em operações na bolsa de valores brasileira (B3). Os dados foram divulgados pela Grana Capital após a verificação de 206,8 mil usuários com Imposto de Renda apurado no período entre janeiro e agosto de 2026.

Segundo o levantamento, a maioria (51,5%) paga o IR sobre ganhos de capital em dia ou fica dentro das regras de isenção, mas um terço (33%) paga a pendência com um mês já vencido. E uma parcela de 15,5% dos investidores só quita seus débitos após mais de seis meses de atraso.

A exemplo de outros impostos federais, se o contribuinte não paga o DARF do IR no prazo, a multa de 0,33% ao dia e juros por atraso. O montante em juros é corrigido pela taxa básica de juros (Selic), atualmente em 13,75% ao ano.

Em outras palavras, quanto mais tempo o contribuinte demora para quitar suas obrigações com a Receita, mais o seu lucro será reduzido pela multa e os juros altos da Selic.

“O investidor brasileiro está bem enrolado na apuração do IR de investimentos da bolsa de valores e acaba pagando multa e juros por atraso na quitação do DARF”, diz o diretor da Grana Capital, Alexandre Fischer.

Ele explica não dá para escapar da fiscalização da Receita Federal por causa do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF, chamado de “dedo-duro”) por corretoras quando o investidor vende seus ativos com lucro. “A Receita cobra o ‘dedo-duro’ na fonte e fica com a informação de quem está com pendências”, afirma.

Por causa dessa forte inadimplência com a Receita Federal, a empresa abriu a campanha Desenrola até 30 de setembro para que os contribuintes possam calcular suas DARFs com multa e juros cobrados de forma automática e quitar as pendências com o fisco.

A campanha Desenrola disponibiliza cálculos retroativos de anos anteriores até 2020. “Muita gente acredita que só precisa olhar para o Imposto de Renda na época da declaração, e acaba descobrindo juros e multas acumulados ao longo de todo o período”, afirma Fischer.

Crédito da imagem: Divulgação Grana Capital

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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