Bolsa tem maior alta em mais de 6 anos e passa dos 200 mil pontos. Dólar cai 4,1%

Bolsa tem maior alta em mais de 6 anos e passa dos 200 mil pontos. Dólar cai 4,1%

Ibovespa fechou com alta de 7,7% e dólar fechou a R$ 5,001

A segunda-feira pós-eleições foi de euforia no mercado financeiro. O Ibovespa fechou com alta de 7,7% aos 206.911,89 pontos, um ganho de 14.797,34 pontos e, pela primeira vez, na sua história acima dos 200 mil pontos.

Essa foi a maior alta em um só dia desde os 9,69% verificados em 24 de março de 2020, em plena pandemia da Covid-19.

O Ibovespa bateu recorde também no volume de negócios, com mais de 5 milhões de negócios realizados durante o pregão, superando uma média diária de 1,2 milhão.

A euforia também alcançou o real, com a desvalorização de 4,12% do dólar comercial, que fechou cotado a R$ 5,001, tendo operado durante quase todo o dia abaixo desse patamar, e atingido a cotação mínima de R$ 4,953. Os DIs (juros futuros) caíram e fecharam na casa dos 12%.

“O primeiro turno trouxe uma resposta das urnas que foi interpretada pelo mercado como um sinal relevante de mudança no equilíbrio político do país. A reação imediata dos ativos brasileiros, com forte valorização do real e das ações de empresas brasileiras negociadas no exterior, demonstra que os investidores passaram a trabalhar com uma probabilidade maior de alteração na condução da política econômica a partir de 2027”, afirma André Bobek, fundador e CEO da Mhydas Planejamento Financeiro.

Segundo ele, é importante destacar que esse movimento do mercado financeiro não está relacionado apenas à possibilidade de troca no comando do Executivo, mas à expectativa de que um eventual novo governo tenha maior capacidade de avançar em uma agenda de responsabilidade fiscal, redução de incertezas e estímulo ao ambiente de negócios.

Bobek explica que a queda do dólar e a alta expressiva das ações mostram que, neste primeiro momento, o mercado está revisando para baixo parte do prêmio de risco associado ao cenário político brasileiro. “Quando há uma percepção de maior previsibilidade sobre os próximos passos da economia, o investidor tende a exigir menos prêmio para alocar recursos no país, o que pode favorecer tanto o câmbio quanto a bolsa e, em um segundo momento, contribuir para uma melhora das expectativas em relação aos juros”.

O CEO da Mhydas Planejamento Financeiro alerta que é preciso cautela. “Estamos diante de uma reação ao resultado do primeiro turno, e não de uma mudança estrutural já consolidada. O comportamento dos ativos daqui para frente dependerá da evolução da campanha, das propostas econômicas apresentadas pelos candidatos e, principalmente, da capacidade de transformar expectativas em uma agenda fiscal e econômica sustentável”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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