Remuneração ganha peso na retenção, mas transparência ainda desafia empresas

Remuneração ganha peso na retenção, mas transparência ainda desafia empresas

Levantamento aponta remuneração como principal fator de permanência dos profissionais

 A SplitC, especializada em gestão de remuneração variável, aponta que o avanço da remuneração como fator de retenção coloca um desafio adicional para empresas que trabalham com comissões, bônus e outros incentivos: garantir que os profissionais consigam entender como seus pagamentos são calculados. A discussão ganha força diante de um levantamento da McKinsey, segundo o qual 52% dos colaboradores apontam a remuneração como um dos principais fatores para permanecer no emprego, à frente de equilíbrio entre vida pessoal e profissional, citado por 46%, e segurança no emprego, mencionada por 45%.

Para a SplitC, o dado reforça a importância de olhar para a remuneração não apenas como um valor pago ao profissional, mas também como uma experiência que precisa ser compreendida. Em modelos variáveis, o pagamento pode depender de metas, percentuais, faixas, períodos de apuração e resultados, o que torna a clareza sobre as regras parte relevante da relação entre empresa e colaborador.

A própria análise da McKinsey aponta que melhorar a experiência do colaborador passa por aspectos como justiça, transparência e modelos sustentáveis de trabalho. O estudo, no entanto, não estabelece uma relação causal entre transparência na remuneração variável e retenção. A conexão entre esses fatores, no caso de empresas que trabalham com comissões e incentivos, é uma interpretação da SplitC a partir do cenário apresentado pelo levantamento.

“Quando a empresa elimina dúvidas e ruídos sobre o pagamento de comissões, o foco das pessoas volta a ser a performance e o cliente. Isso gera credibilidade, reduz turnover e fortalece a reputação no mercado”, afirma Gabriel Segers, cofundador e CEO da SplitC.

A discussão também envolve a capacidade de acompanhar a própria remuneração ao longo do tempo. Em modelos variáveis, o profissional pode precisar entender metas, percentuais, faixas de pagamento, períodos de apuração e resultados alcançados para conferir se o valor recebido corresponde às regras estabelecidas. Quanto mais complexo o modelo, maior tende a ser a necessidade de processos que permitam visualizar essas informações de maneira organizada.

Remuneração variável

Para as empresas, isso significa que remuneração variável não deve ser observada apenas como uma etapa do processamento da folha ou do pagamento de incentivos. O modelo também faz parte da experiência que o profissional tem com a organização. Quando as regras são compreensíveis e os resultados podem ser acompanhados, a empresa reduz espaços para dúvidas sobre a composição dos pagamentos e torna mais objetiva a relação entre desempenho e recompensa.

A relevância do tema aumenta em um mercado no qual remuneração aparece como o principal fator de permanência identificado pela McKinsey. Isso não significa que salário e incentivos substituam outros elementos da experiência profissional, já que equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e segurança no emprego também aparecem entre os fatores mais citados. O levantamento indica, porém, que empresas que discutem retenção precisam considerar a remuneração como parte central dessa equação.

Para Gabriel Segers, a questão passa por tratar a remuneração variável como uma experiência que precisa ser compreendida pelo profissional, e não apenas processada pela empresa.

“A remuneração variável só cumpre seu papel quando existe clareza sobre as regras e sobre o resultado. Transparência não significa apenas mostrar o valor final, mas permitir que as pessoas entendam a lógica por trás dele e tenham segurança para acompanhar sua evolução”, afirma Segers.

Crédito da imagem: Magnific

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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