Produção de rosas cresce 15% no primeiro trimestre

Arranjos bem trabalhados, simples, com cores fortes ou delicadas. A beleza das rosas chama atenção em qualquer lugar… Isso sem contar o perfume natural. በpor motivos assim que elas conquistam cada vez mais espaço no dia a dia das famílias brasileiras. Segundo informações da Hórtica Consultoria e Treinamento, elas representam 30% de todo o consumo de flor de corte no Brasil. Dados da Cooperflora – Cooperativa dos Floricultores – informam que de janeiro a março deste ano, houve um aumento de 15% na produção de rosas, frente ao mesmo peíodo de 2011.

A Rosas Reijers confirma essa realidade, com crescimento de 10% no corte de seus mais de 50 tipos de rosas. “Temos uma grande variedade de produtos e um sistema de produção sustentável. Com o uso de novas tecnologias e boas estratégias, estamos preparados para impulsionar, a qualquer momento, nossa produção e acompanhar a demanda de mercado”, declara o sócio diretor da empresa, que possui mais de 1 milhão de roseiras, Roberto Reijers.

De acordo com levantamento da Hórtica, em 2011 foram comercializadas mais de 285 milhões de unidades de rosas. O principal fator para este resultado é a maior oferta das flores em supermercados, o que proporciona rosas frescas todos os dias. Alinhado a isso também está o preço acessível, a alta qualidade dos produtos, a preocupação com jardinagem, decoração e arquitetura de modo geral. “De fato, as vendas no varejo deram um novo rumo para os negócios, sendo os supermercado grandes parceiros nesta questão. As flores estão mais acessíveis aos clientes, sendo adquiridos pelo consumidor final em datas comemorativas ou não. Uma nova cultura á  respeito das rosas está em formação”, destaca  Reijers, afirmando que o varejo é responsável por 25% das vendas da empresa.

São Paulo é carro-chefe com tudo o que se relaciona a floricultura. Em termos de produção, consumo e mercado, a cidade responde por 60 a 70% de tudo o que acontece no segmento de rosas. Porém, com o mercado aquecido, outros pólos importantes começam a surgir e a se consolidar. O Ceará é um forte exemplo disso. O estado tem se destacado nos últimos anos e já garantiu espaço na produção de rosas para o mercado interno e exportação. Já Minas Gerais tem esboçado uma recuperação na roseicultura nacional.

“Em Minas temos um clima mais ameno, devido as altas altitudes, o que nos permitem produzir uma rosa de botões grandes, cores intensas, excelente qualidade e a poucos quilômetros do grande mercado distribuidor de São Paulo. Já o clima do Ceará facilita uma produção contínua ao longo do ano, abastecendo os mercados do Norte e Nordeste com produtos frescos”, afirmou Reijers.

Soma

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