Produtores catarinenses criam cooperativa central para disputar o mercado do arroz
Para competir nos mercados nacional e internacional, cinco cooperativas agropecuárias de Santa Catarina fundaram nesta semana a Cooperativa Central Brasileira de Arroz que será internacionalmente conhecida pela sigla Brazil Rice. A constituição da nova cooperativa de segundo grau vinha sendo articulada a mais de duas décadas pela Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC). Participam da central a Cooperja de Jacinto Machado, a Cooperjuriti de Massaranduba, a Cravil de Rio do Sul, a Copagro de Tubarão e a Coopersulca de Turvo. Essas cooperativas movimentam, por ano, um volume de arroz de 450 mil toneladas, o que representa cerca de 35% da produção catarinense.
A central atuará na corretagem de vendas e compras de mercadorias, cá¢mbio, títulos, valores e seguros. Vai credenciar-se como Companhia de Exportação (Trading Company) e como Armazém Geral e operar como entidade exportadora e importadora. Além disso, produzirá, industrializará e comercializará subprodutos para alimentação animal, rações e suplementos.
O presidente da OCESC, Marcos Antônio Zordan, destacou que o mercado do arroz é complicado e restrito. Não se trata propriamente de um commodity e os países de grande consumo (como os asiáticos) são, também, grandes produtores. São poucas as opções de transformação do arroz em outros produtos, o que limita sua industrialização.
O Brasil cultiva 2,9 milhões de hectares e produz 12,6 milhões de toneladas de grãos, sendo que os dois maiores produtores são Rio Grande do Sul, que responde por 60,9% e Santa Catarina, por 8,4% da produção nacional.
O arroz é a principal fonte de renda de 8.000 produtores catarinenses, gerando mais de 50.000 empregos diretos e indiretos. O estado cultiva 150,5 mil hectares e produz 1 milhão e 39 mil toneladas/ano em 60 municípios do Sul, Vale do Itajaí e Norte catarinense.








