Casa própria é ainda um sonho inacessível para milhões de latino-americanos
A situação é cítica em cidades como Caracas, Santa Cruz, La Paz, Lima, Santo Domingo, Buenos Aires, San Pedro Sula e Manágua, nas quais dois terços das famílias não têm meios para comprar uma moradia decente. Na maior parte dos casos, o maio obstáculo, é a renda insuficiente, mas em algumas cidades a incapacidade de documentar a renda ou uma baixa oferta de moradias adequadas de baixo custo são os fatores mais importantes. Um número significativo de famílias na região não consegue participar do mercado formal de habitação devido a baixa renda, desenvolvimento inadequado do uso do solo, crédito limitado e investimento insuficiente em moradias a preços acessíveisâ€, disse o economista do BID César Bouillon, que coordenou o estudo. Há uma enorme demanda de habitações formais a preços acessíveis destinadas á base da pirá¢mide, setor que tem sido pouco servido pelo atual mercado habitacional e pelos programas governamentais.â€
O estudo, a mais recente edição da principal publicação do BID, Desenvolvimento nas Américas, oferece um exame aprofundado dos mercados habitacionais urbanos em mais de 18 países da América Latina e do Caribe, levando em consideração o impacto dos regulamentos e das políticas habitacionais nas brechas de moradia que a região enfrenta.
Com base nos dados mais recentes das pesquisas de domicílios na região, o estudo mediu a capacidade das famílias em 41 cidades da região para comprar diretamente ou se qualificar para uma hipoteca a fim de adquirir um imóvel construído atendendo aos códigos de construção legais em loteamentos legalizados e providos de serviços. A brecha de acessibilidade na figura a seguir foi calculada como porcentagem dos domicílios em cada cidade que gastariam mais de 30% de sua renda no serviço de uma hipoteca com prazo de vencimento de 20 anos e um depósito de 10% para comprar uma casa.








