Paraná cria núcleo para desenvolvimento do setor de petróleo e gás

Indústrias, entidades representativas e órgãos públicos começaram a definir nesta segunda-feira (6) o modelo de governança para o Núcleo de Petróleo e Gás do Paraná, que vai traçar estratégias para inserir o Estado nessa cadeia produtiva. Os debates acontecem durante a Semana da Indústria do Petróleo e Gás, que a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) promove até quinta-feira (9), em Curitiba. A criação do núcleo estadual faz parte do Programa de Desenvolvimento Competitivo para Cadeia de Valor da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Atualmente, 11 estados integram o programa, mas o Paraná é o primeiro a efetivamente instalar um núcleo local de P&G. A articulação é feita pela Fiep, que já abriga em sua estrutura a Cá¢mara de Petróleo e Gás.

በsenso comum que o setor de petróleo e gás tem relevá¢ncia estratégica para o País”, afirmou o diretor da Fiep, Rodrigo Martins, que coordena o Conselho Temático de Política Industrial, Inovação e Design da entidade. Esta ação que estamos promovendo é fundamental para termos uma atuação articulada no Estado e, assim, não perdermos as grandes oportunidades que teremos nos próximos anos”, acrescentou.

Durante o evento, o especialista em desenvolvimento empresarial da CNI, Frederico Antonio Turra, apresentou os objetivos e a metodologia do programa e ressaltou a importá¢ncia da criação do Núcleo de P&G do Paraná. O programa dá apoio para que os estados desenvolvam localmente a governança desses núcleos, criando sinergia entre os diferentes projetos já existentes ligados ao setor”, explicou. Com isso, o núcleo passa a ter uma atuação estratégica, o que vai trazer um impacto maior para a competitividade das indústrias locais”, completou.

Segundo Turra, em nível federal já existe uma grande articulação entre os principais atores da cadeia produtiva, como Ministério de Minas e Energia, Petrobras e CNI. Mas se não houver articulação local nos estados, esse esforço se dispersa e os recursos disponíveis podem não ser aproveitados”, afirmou. O gerente-geral da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), Luiz Antônio Meirelles, ressaltou a importá¢ncia do trabalho em parceria com entidades como a Fiep e o Sebrae, entre outras. Estamos com a missão de estreitar essas parcerias para fortalecer nosso trabalho no estado”, disse.

Já o presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagas), Luciano Pizzato, afirmou que a articulação promovida pela Fiep é importante para que as empresas do Estado visualizem as oportunidades existentes em toda a cadeia de P&G, que vão muito além dos investimentos da Petrobras. Temos outros players já investindo, principalmente na área de gás. Esse novo modelo de exploração e produção é um desafio para o Estado e precisamos enfatizar que a cadeia de petróleo e gás deve ser uma nova agenda para o Paraná”, declarou.

Alberto Machado, diretor de Petróleo, Gás, Bioenergia e Petroquímica da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), destacou o tamanho dos investimentos que serão feitos no setor nos próximos anos. Até 2020, o montante deve chegar a U$ 400 bilhões. A expectativa é que, até lá, a participação da cadeia de P&G no PIB brasileiro passe de 12% para 20%. O pré-sal, porém, ainda não é nada. Ele é só uma perspectiva de futuro, há muito a ser feito. Por isso temos que explorar o ponto forte de cada estado para aproveitar essas oportunidades”, disse.

Nesta terça-feira (7), os representantes das empresas, entidades e órgãos públicos participam de nova reunião na Fiep, desta vez para definir os detalhes da estrutura e governança do Núcleo de P&G do Paraná.

Soma

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