Apenas 1,5% das empresas brasileiras geram 50% dos novos empregos
O segundo relatório Estatísticas de Empreendedorismo, obtido por meio das pesquisas e bases do IBGE com análise feita pelo IBGE e pela Endeavor, organização internacional sem fins lucrativos que promove o empreendedorismo de alto impacto, apontou que as Empresas de Alto Crescimento (EACs) foram responsáveis por 50% dos novos empregos gerados no país, entre 2008 e 2010, mesmo representando apenas 1,5% do total de empresas no Brasil. Do total de 5,4 milhões de novos empregos criados na economia no peíodo, 2,7 milhões estavam nas EACs.O estudo analisou de diferentes á¢ngulos as empresas que apresentaram um alto crescimento entre 2008 e 2010. As seções que mais criaram ocupações em EACs de 2007 para 2010 foram indústrias de transformação; atividades administrativas e serviços complementares; construção; comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas; e transporte, armazenagem e correio. A conclusão da pesquisa prova mais uma vez a importá¢ncia das EACs no desenvolvimento brasileiro. As informações obtidas por meio deste levantamento são essenciais para incentivar o desenvolvimento de políticas públicas para criar um melhor ambiente para essas empresas e nortear os esforços de maneira assertiva”, declara Amisha Miller, gerente de pesquisa e políticas públicas da Endeavor.
A edição atual do estudo traz novas categorias analisadas, como: o que aconteceu com as EAC 2008; EAC orgá¢nico, Empresas Jovens e detalhamento por idade, ênero e nível de escolaridade. Dados sobre as regiões com maior índice de participação são mencionados, assim como a edição anterior (de 2005 a 2008).
በmuito difícil sustentar crescimento. A Endeavor ajuda empresas a se manterem na faixa de alto crescimento. Do universo de EAC total em 2008, composto por 30.954 empresas, 39,7% delas (12.302 empresas) continuaram crescendo em 2009 e 17,6% delas (5.445 empresas) mantiveram este crescimento ainda em 2010. Isto quer dizer que, ao final do peíodo de observação, o número de EAC Total Contínuo correspondeu a 5.445 empresas. Estas empresas ocupavam, em 2010, 1,6 milhões de pessoas e pagavam R$ 30,9 bilhões em salários e outras remunerações.
Os cinco setores que mais mantiveram percentualmente o número de empresas dentro do grupo de EAC total contínuo foram: eletricidade e gás (31,6%); atividades profissionais, científicas e técnicas (25,3%); atividades administrativas e serviços complementares (24,2%); saúde humana e serviços sociais (23,7%); e construção (22,7%). Considerando os três setores mais representativos dentro do universo de EAC total contínuo, destacaram-se as indústrias de transformação (25,2%), comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (22,2%); e construção (15,7%).
As empresas de alto crescimento orgá¢nico (empresas que crescerem 20% ao ano por três anos, com 10 ou mais funcionários no inicio dos três anos e sem fazer mergers†/ juntar ou comprar outras empresas) representaram 1,5% do total de empresas com pelo menos uma pessoa assalariada e foram responsáveis por gerar mais da metade (50,3%) dos novos postos de trabalho assalariados do Brasil entre 2007 e 2010. Do total de 5,4 milhões de novos empregos criados na economia no peíodo, 2,7 milhões estavam nas empresas de alto crescimento. As seções que mais criaram ocupações em EAC orgá¢nico de 2007 para 2010 foram indústrias de transformação (568,8 mil ou 21,7% do total de ocupações nesse tipo de empresa); atividades administrativas e serviços complementares (553,8 mil ou 19,3%); construção (551 mil ou 18,8%); comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (420,6 mil ou 16,5%); e transporte, armazenagem e correio (204,1 mil ou 7,3%).
A maior parte dessas empresas tem de 6 a 10 anos, ou seja, passaram do peíodo de startup. As empresas de maior porte são mais velhas, as de menor porte, mais novas. As empresas de pequeno porte têm, em média, 12,9 anos, as de médio porte, 13,7 e as de grande porte 17,1 anos.
A faixa etária das empresas mais novas – chamadas de empresas gazelasâ€, com até 5 anos de idade – as empresas de pequeno porte apresentavam 12,1% da amostra e as de grande porte 6,7%.
As empresas de alto crescimento orgá¢nico, em 2010, ocuparam 4,3 milhões de assalariados e pagaram R$ 67 bilhões em salários e outras remunerações. No entanto, os salários médios pagos foram menores (2,4 salários mínimos) do que nas empresas ativas com funcionários assalariados (2,9 salários mínimos) e o quadro de funcionário teve 8,8% menos mulheres e 28% menos pessoas com ensino superior completo. Cerca de 70% das EAC orgá¢nico concentraram-se nas regiões Sudeste e Sul em 2010. O Sudeste também deteve o maior percentual de empregados (55,1%), mas o Nordeste apareceu em segundo lugar, ocupando 19,7% do pessoal, seguido pelo Sul, com 14,9%. O Nordeste também apresentou a maior média de pessoas ocupadas por unidade local (77), seguido por Sudeste (69), Norte (64), Centro-Oeste (58) e Sul (48).








