Empresas no mundo perdem até US$ 2 trilhões em receita com crise na Zona do Euro
O International Business Report (IBR) da Grant Thornton revelou que 40% das companhias globalmente acreditam que a crise na zona do euro impactará negativamente os seus negócios. A estimativa é que o cenário ruim na Europa enxugue as receitas mundialmente em até US$ 2 trilhões. No Brasil, 67% dos empresários acreditam que a situação no exterior não terá impacto no País e 29% dizem que a crise impactará negativamente os negócios aqui. Além disso, 53% creem que a crise não afetará os planos para fazer negócios na Europa e 17% revelaram que apenas estarão menos propensos a realizar projetos na região.Boa parte deste otimismo está associado ao fato dos “drivers” do crescimento brasileiro estarem atrelados á s questões internas, como a copa do mundo, jogos olímpicos, crescimento do poder de compra, dentre outros, acredita Paulo Sérgio Dortas, Managing Partner da Grant Thornton Brasil. No entanto, 74% dos empresários brasileiros mostraram preocupação com uma recessão na economia global nos próximos 12 meses, acima da média global de 70%. A pesquisa revelou que 60% das empresas no Brasil estão guardando pelo menos 10% da receita como reserva de caixa, resultado bem acima do percentual global de 45%. A América Latina é a região onde há o maior percentual de empresários reservando acima de 10% da receita.
O empresariado brasileiro já tem uma larga experiência com crises do passado recente e esta medida de acumulação de caixa não só reflete a preocupação com a recessão, mas também ao fato de estar preparado caso apareçam oportunidades, comenta Dortas. De acordo com o IBR, o impacto da crise na zona do euro na receita das empresas está sendo severo. Mais da metade (54%) dos empresários consultados no mundo disseram que as suas receitas caíram em mais de 3% e, segundo os dados ainda, uma a cada três companhias (32%) tiveram pelo menos uma redução de 6% nos resultados.
As companhias brasileiras que têm um maior nível de internacionalização estão sentindo mais fortemente a crise. Por outro lado, para aquelas companhias localizadas nos EUA ou na Europa, sem negócios nos mercados emergentes, a queda será ainda maior, já que o mercado interno nestas economias se encontra bastante dirimido, analisa Dortas.
Entre os países dos BRICS (Brasil, Rússia, ándia, China e áfrica do Sul), 63% falaram de uma queda de mais de 3% e 42% em baixa de 6%. Nos EUA, a maior economia do mundo, para 11% dos entrevistados a crise fez com que as receitas caíssem 10% ou mais. A crise está não só afetando o sentimento da região, mas fazendo as empresas perderem dinheiro ao redor do globo. O Brasil continua apresentando dados macroeconômicos saudáveis, apesar do cenário pessimista lá fora, sendo atrativo para investimentos, portanto os efeitos têm sido mais amenos por aqui.”, diz Paulo Sérgio Dortas, Managing Partner da Grant Thornton Brasil.








