Falta de qualificação custa até R$ 5 mil por funcionário e impulsiona busca por educação corporativa

Falta de qualificação custa até R$ 5 mil por funcionário e impulsiona busca por educação corporativa

Falhas técnicas na folha de pagamento elevam riscos trabalhistas, impactam a experiência do colaborador e pressionam o caixa das organizações

O equilíbrio financeiro de uma empresa e a confiança de seus colaboradores dependem de uma engrenagem técnica muitas vezes invisível, mas vital: a folha de pagamento. Porém, um “apagão” de habilidades está colocando essa operação em risco. De acordo com o estudo global The Potential of Payroll in 2025, da ADP, 61% das organizações admitem que a falta de profissionais qualificados já prejudica a entrega do serviço. No cenário brasileiro, a falha técnica deixa de ser apenas um problema administrativo e torna-se um prejuízo direto no caixa: erros nos recolhimentos podem gerar perdas de R$ 2 mil a R$ 5 mil por funcionário, segundo levantamento da AG Capital.

Neste sentido, plataformas de educação corporativa voltadas à gestão de pessoas vêm ampliando a oferta de treinamentos técnicos para reduzir falhas operacionais e preparar profissionais para as novas demandas do setor. Entre elas está a Escola de Pessoas, da Sólides, que disponibiliza conteúdos voltados à rotina de Departamento Pessoal, incluindo cursos sobre folha de pagamento, encargos e conferência de processos.

O custo invisível: quando o erro operacional vira crise financeira

A falta de qualificação no Departamento Pessoal (DP) humaniza o prejuízo mais do que os números em uma planilha. Para o colaborador, um erro no cálculo de benefícios ou descontos obrigatórios impacta o planejamento familiar e a motivação. Para a empresa, o custo é duplo: o desembolso indevido de contribuições e o risco latente de passivos trabalhistas.

Os gargalos mais críticos geralmente surgem em bases de cálculo incorretas e na inclusão indevida de verbas que não possuem caráter salarial. Sem o domínio técnico, o setor de RH permanece preso ao ciclo operacional de correções e digitação manual, impedindo que a área atue de forma estratégica no sucesso do negócio.

Nesse cenário, algumas perguntas são essenciais para a liderança de RH:

  • Quais são os erros de cálculo mais comuns que geram prejuízos de até R$ 5 mil por colaborador?

A maioria das perdas ocorre por falhas na interpretação de verbas indenizatórias e erros na aplicação de encargos sobre benefícios, resultando em pagamentos a mais que poderiam ser evitados com auditoria técnica.

  • Como a escassez de talentos qualificados em DP impacta a conformidade legal das empresas?

A falta de domínio sobre a folha digital e as constantes atualizações legislativas podem deixar a empresa vulnerável a multas e fiscalizações, transformando o que deveria ser rotina em um risco jurídico constante.

  • Qual é o impacto de uma folha de pagamento mal gerida no Employee Experience?

A folha é o contrato de confiança mais básico entre empresa e empregado. Erros recorrentes minam o clima organizacional, geram insegurança e podem acelerar a rotatividade de talentos.

Como é possível perceber, a especialização técnica permite que o profissional identifique gargalos em processos de auditoria e utilize a tecnologia a seu favor, reduzindo o tempo gasto com processos manuais.

Do Operacional ao Estratégico: a solução é educar!

Com o aumento da complexidade da folha digital e das exigências legais, empresas passaram a investir mais na formação técnica das equipes de RH e Departamento Pessoal. A busca por qualificação tem crescido especialmente em áreas ligadas à auditoria de folha, conformidade trabalhista e automação de processos.

O movimento reflete uma mudança mais ampla no mercado: o DP deixa de atuar apenas de forma operacional e passa a assumir um papel cada vez mais estratégico na sustentabilidade financeira e na experiência do colaborador.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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