Crescimento de 0,9% do PIB em 2012 se contrapõe á baixa taxa de desemprego
O Banco Central divulgou nesta sexta-feira (1º) o crescimento de 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2012. Este baixo índice contrapõe-se á pequena taxa de desemprego do Brasil. Há uma aparente incoerência nesses indicadores. O paradoxo — dentre outros fatores, como a perda de competitividade da indústria — pode ser explicado pela baixa produtividade média da mão de obra nacional. O País, felizmente, está trabalhando praticamente em pleno emprego, mas a performance baixa de parcela expressiva dos recursos humanos limita as possibilidades de crescimento da produção e, portanto, de expansão do PIB. A produtividade nos serviços caiu 9% no Brasil entre 1950 e 2005. Assim, temos mais pessoas trabalhando para produzir o mesmo volume, o que explica, em grande parte, a estagnação de nosso PIBâ€, diz Vagner Jaime Rodrigues, sócio da Trevisan Gestão & Consultoria (TG&C).A baixa produtividade, além de mitigar a produção e os resultados das empresas, também significa custos operacionais mais elevados. E estes são transferidos para o preço final dos produtos e serviços, apenando os consumidores e contribuindo para a majoração, com reflexos negativos na inflação interna e na competitividade internacional.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Paraná, Edson Campagnolo, o fraco desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2012, não chega a ser surpreendente. Infelizmente todas as previsões já indicavam que teíamos uma queda no ritmo de crescimento de nossa economiaâ€, disse Campagnolo.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado, em relação a 2011, a expansão do PIB nacional foi de apenas 0,9%. O destaque positivo ficou com setor de serviços (crescimento de 1,7%), enquanto que a agropecuária (-2,3%) e a indústria (-0,8%) registraram queda no ano. Assim, o PIB em valores correntes alcançou R$ 4,403 trilhões em 2012. Já o PIB per capita ficou em R$ 22.402, mantendo-se praticamente estável (0,1%) em relação a 2011.
Apesar do fraco desempenho da economia no último ano, Edson Campagnolo acredita em uma recuperação no nível de crescimento em 2013. Ao longo do ano passado, o governo federal adotou uma série de medidas de incentivo ao setor produtivo, especialmente á indústria. Algumas dessas medidas, como a desoneração da folha de pagamentos para vários setores, só devem apresentar resultados a partir deste anoâ€, afirmou o presidente da Fiep. Isso terá reflexo no desempenho da economia em 2013 e, acredito, teremos um índice maior de expansão do PIB, com a expectativa que alcance 3% ou maisâ€, completou.








