Habilidades femininas transformaram o mercado de trabalho

A mulher revolucionou o mercado de trabalho. Primeiramente, quando nele entrou, no peíodo da Segunda Guerra Mundial, para substituir seus maridos, pais e filhos na tarefa de trazer o sustento para casa – já que os homens estavam no front. Nos tempos mais modernos, porém, a revolução foi outra. Alfredo Castro, sócio-diretor da MOT – Treinamento e Desenvolvimento Gerencial – palestrante internacional e especialista em T&D resume: As mulheres encontraram um espaço novo, singular, para ocupar no mercado de trabalho. Ela ‘feminilizou’ várias funções, com um novo olhar sobre elas”, ilustra.

Segundo o consultor isso se deveu, sobretudo, á  capacidade de comunicação, que, nas mulheres, é muito presente. A capacidade de dialogar, de perceber a realidade com mais sutileza, de improvisar, de assumir que não sabe e mostrar-se pronta a aprender é tipicamente feminina”, diz. Ele compara a forma de comunicação das mulheres ao que, em tecnologia, se conhece por hipertexto. Isso significa que elas não apenas mudam” de assunto, mas incluem” novos assuntos na pauta, o que gera uma variabilidade e enriquece as relações. Os países do Ocidente e do Oriente que têm mulheres no mercado de trabalho estão mais criativos, ricos e com capacidade de aceitar a diversidade”, acredita ele. Um mundo mais plural precisa de mais sutilezas para ser compreendido.”

Um dos exemplos de como a entrada da mulher no mercado de trabalho modifica até mesmo o mercado de consumo é o fato da alteração dos tamanhos dos aparelhos eletrônicos. Se antes pesquisas já apontavam que é a mulher quem decide aonde ir, o que consumir e o que fazer de seu orçamento, o mercado passa a adequar-se a elas, que detêm o poder de compra.

Um sinal disso é a mudança de tamanho pela qual passaram os smartphones, por exemplo. Com o avanço tecnológico, eles foram progressivamente diminuindo, mas em determinado momento, tornaram-se maiores novamente. Afinal, mais importante que caber no bolso dos consumidores, é caber na bolsa das consumidoras”, brinca Castro. O surgimento e a rápida popularização dos tablets segue a mesma linha de raciocínio. Não é a tecnologia que traz a possibilidade de as mulheres ocuparem esses espaços, mas sim o contrário”, analisa.

Para Castro, a última fronteira a ser transposta é a de limitações, como o próprio Dia Internacional da Mulher, sugere – sem fazer cíticas á  data histórica. በbom ter esse ritual, mas isso significa que os outros dias não são dela. O marco, paradoxalmente, mostra que a sociedade quer travar esse avanço da mulher. Mas cabe a ela – responsável por educar seus filhos e preservar ou não o machismo – não permitir isso”.

Soma

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