Conquista de novas posições no mercado de trabalho impulsiona os investimentos femininos no Brasil
As mulheres vêm se destacando cada vez mais no universo corporativo. Dos novos empreendimentos criados no ano passado, 50% pertenciam as mulheres. Já nos últimos 10 anos, a inserção das mulheres no mercado de trabalho cresceu 24% e, hoje, de acordo com o IBGE, 37% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres. Diante desse quadro, nada mais natural do que o aumento dos investimentos por parte do sexo feminino. Uma pesquisa feita pela consultoria Sophia Mind, aponta que em 2010, 46% das mulheres faziam algum investimento. Em 2011, este número aumentou para 52% e no ano passado o porcentual encontrado foi de 58%. Este movimento está relacionado com o aumento da renda das mulheres e também das famílias.Apesar da caderneta de poupança ser apontada como a opção preferida das mulheres entre os vários ativos financeiros, seguida dos fundos de investimento e títulos de renda fixa, 75% das mulheres ainda admitem sentir dificuldades para escolher os seus investimentos. Agora quando indagadas sobre qual é o principal objetivo de investir as suas economias, a compra da casa própria, é citada por quase metade das entrevistadas. Em seguida, vem a realização de uma viagem de lazer e em terceiro lugar aparece a educação dos filhos.
Outro ponto importante é que qualquer profissional que deseja construir uma vida financeira saudável deve começar pelo controle do orçamento mensal, alerta a coordenadora do Investmania, Aline Rabelo. O primeiro passo é anotar todas as despesas e receitas. E se as despesas estiverem maiores que as receitas é hora de parar, cortar os custos desnecessários e se disciplinar. Mas se estiver sobrando alguma reserva em caixa, este dinheiro deve ser aplicado, independente do valor. Existe uma infinidade de produtos disponíveis, e um deles com certeza vai se adequar ao perfil de cada mulher, destaca Aline.
Um dado curioso é que as mulheres não gostam de investimentos de riscos. No caso da Bolsa de Valores, apenas 25% das aplicações pertencem a mulheres.








