Caixa, Vivo e Oi são as empresas melhores avaliadas pelo Índice Brasileiro de Satisfação do Cliente

A Universidade de São Paulo (USP) divulgou os resultados da pesquisa do Índice Brasileiro de Satisfação do Cliente (BCSI) realizada com clientes de bancos, telefonia fixa e móvel. As empresas melhor avaliadasno ranking de classificação do BCSI, na opinião de seus consumidores, em cada segmento são Caixa Econômica Federal, Oi e Vivo. Caixa Econômica Federal obteve 72 pontos na classificação entre os bancos; Vivo recebeu 69 pontos como melhor avaliação da telefonia móvel e; Oi apenas 57 pontos como operadora da telefonia fixa.

O estudo do mercado brasileiro, realizado nos meses de março e abril deste ano, com uma amostra de 2.963 entrevistas aleatórias, levou em consideração o cruzamento das variáveis: Satisfação do Cliente; Expectativas do Cliente; Qualidade Percebida; Valor Percebido; Reclamações dos Clientes e Lealdade dos Clientes. Para cada item foram atribuídas notas de 0 a 100, o que permite a comparação dos setores analisados com o ranking internacional.

Foram avaliadas as empresas que representam 60% do setor, segundo o Banco Central e Anatel. Os bancos pesquisados foram Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, Santander e outros. Na telefonia fixa, o estudo levou em conta as operadoras Oi, Telefônica e outras. Na telefonia móvel, foram estudadas as operadoras Claro, Oi, Tim e Vivo.

O BCSI pertence à rede da American Customer Satisfaction Index (ACSI), que estuda desde 1994 a satisfação dos clientes nos Estados Unidos em 10 setores da economia, 47 indústrias e 100 serviços do governo. Com o passar dos anos, as avaliações sobre a qualidade de bens e serviços adquiridos espalhou-se para vários países como Portugal, Inglaterra, Colômbia, México, Cingapura, Indonésia, África do Sul e agora Brasil.

De uma forma geral, a pontuação brasileira mostra que o País precisa melhorar seus serviços em pelo menos 10 pontos. Na satisfação dos clientes, o Brasil ficou abaixo da classificação mundial. No segmento bancos, enquanto Indonésia tem 79 pontos, África do Sul tem 78 e EUA têm 77, o Brasil tem apenas 68 pontos. Na telefonia móvel, Portugal tem 75 pontos, Reino Unido e Turquia têm 74 pontos e o Brasil tem 65. Na telefonia fixa a queda é ainda maior: EUA detêm 74 pontos, Coreia do Sul tem 73 e o Brasil, apenas 59 pontos.

O Valor Percebido é a variável mais penalizada pelos clientes nos três setores, sendo que a telefonia móvel apresenta melhor prestação de serviços, levando em conta seu desempenho em relação à Qualidade Percebida pelos usuários. Telefonia móvel tem o melhor Valor Percebido. Bancos são os que geram menos reclamações e têm melhor Tratamento da Reclamação. Globalmente, bancos são o segmento com índices mais elevados e a telefonia fixa o setor com índice mais reduzido.

Com relação às Reclamações dos Clientes, o estudo revelou que 59% dos clientes brasileiros da telefonia fixa já fizeram alguma queixa dos serviços. Cerca de 42% dos usuários da telefonia móvel já reclamaram e 31% dos correntistas bancários já tiveram algum problema com seu banco. Em outros países, o índice de reclamações não ultrapassa a casa dos 10%.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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