Dia dramático para os investidores de ações

As Bolsas de Valores voltaram a ter um dia dramático. A Bolsa de Valores de São Paulo teve que acionar novamente o mecanismo do circuit breaker, quando a queda passava dos 10% e interrompeu o pregão por meia hora. No final do pregão estendeu os negócios por mais meia hora, mas a queda foi brutal: 11,39%, no pior resultado desde 10 de setembro de 1998.

No mercado cambial, mesmo com os leilões realizados durante o dia pelo Banco Central, o dólar fechou cotado a R$ 2,166, com alta de 3,48%, após ter disparado quase 5% durante o dia.

Na Bovespa, as ações ordinárias da Vale caíram 19,05%, enquanto que as da Petrobrás cederam 15,55%.

A queda da Bolsa brasileira vem sendo justificada por dois motivos. O primeiro porque os investidores estrangeiros respondem por um terço das operações. Isso significa que se eles perdem em Wall Street, precisam fazer caixa em outra bolsa e na nossa, eles têm encontrado boa liquidez. O segundo motivo é que a Bolsa brasileira também sofre pela grande influência dos preços das commodities, em especial petróleo e gás, minério de ferro e siderúrgicas. Nesta quarta-feira (15), o barril de petróleo foi cotado em Nova Iorque a US$ 74,54, atingindo o menor nível desde 31 de agosto de 2007.

Entre as ações de empresas paranaenses negociadas na Bovespa as maiores quedas ficaram com ALL (-10,52%) e Positivo Informática (-6,6%).

Soma

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