Refinanciamento de Imóvel fomenta pequenos negócios
Tomar dinheiro diretamente do banco é um dos fatores que pode frear os pequenos negócios. Juros elevados e dificuldades burocráticas acabam se tornando barreiras que afastam candidatos a empresários do tão sonhado negócio próprio. Solução prática e vantajosa, que oferece juros baixos – a partir de 1,09% ao mês – e prazo de quitação da dívida mais longo, o refinanciamento de imóvel tem atraído cada vez mais novos empreendedores, como o funileiro Ademir Rodrigues da Silva. Depois de pesquisar as opções de captação de recursos financeiros no mercado, ele decidiu fazer a casa própria trabalhar a seu favor e concretizou o sonho de comprar seu primeiro caminhão. “Eu emprestei R$ 70 mil e comprei meu primeiro caminhão ao custo de R$ 60 mil”, orgulha-se.
Outro microempresário que tomou o mesmo rumo foi Edil Silvério. No Conglomerado Financeiro Barigüi, a primeira empresa a atuar com refinanciamento de imóvel no Paraná, ele tomou empréstimo de R$ 56 mil. “Cheguei a pesquisar outras formas de financiamento em banco, mas os juros iam ficar muito altos”, afirma. “Com esse dinheiro, comprei uma van no valor de R$ 46 mil e usei o restante para custear abertura de firma, documentação e revisão do veículo exigida pelos órgãos”, enumera. Silvério já está em atividade, transportando cerca de 24 alunos fixos, além de temporários. Além disso, a van não fica parada nem aos sábados e domingos. “Eu uso os fins de semana para transportar turistas e executivos”, conta.
Os empreendedores encontraram no refinanciamento de imóvel a vantagem de alongar o prazo e pagar menos juros do que as opções existentes no mercado. “O prazo é de até dez anos para pagar. O refinanciamento de imóvel tem juros a partir de 1,09% ao mês, taxa menor se comparada a muitas outras modalidades existentes no mercado”, assinala o diretor geral do Conglomerado Financeiro Barigüi, Rodrigo Pinheiro.
Para obter o crédito, o empreendedor passa por um processo que inclui avaliação do perfil do cliente para a melhor opção de linha de crédito, tudo para que o empréstimo seja consciente. “Temos como pré-requisito o comprometimento de até 30% da renda, de forma que ele tenha capacidade de pagamento e não apenas entre em outra dívida”, orienta Pinheiro. Para refinanciar a casa, o limite é de até 50% do valor do imóvel.
De acordo com o diretor do Conglomerado Financeiro Barigüi, o país deve apresentar aumento na procura por esse tipo de crédito, mais barato e com juros atrativos. “Com o crescimento do crédito imobiliário, os juros caem, o prazo se alonga e, consequentemente, o comprometimento da renda reduz significativamente. Mesmo neste cenário segundo o Banco Central em agosto passado a estimativa é de que o Crédito Imobiliário representou 8,7% do PIB (enquanto nos mercados desenvolvidos está acima de 50%), e cerca de 1% do crédito imobiliário no país é de Refinanciamento de imóveis por isso, ele acredita na expansão dessa modalidade no país.








