Seguro de automóvel cobre danos gerados por intempéries

Seguro - temporalOs meses que antecedem o verão são tradicionalmente marcados por chuvas fortes, a exemplo das que atingiram alguns estados no começo desse mês. Queixas de danos causados por queda de árvores, além de panes elétricas, vidros quebrados, lataria danificada por chuvas de granizo são recorrentes entre os proprietários de automóveis nessa época. Sinistros que, segundo o diretor da Senzala Corretora de Seguros, André Coutinho, podem ser indenizados se o veículo tiver a apólice compreensiva ou multirrisco. “Nessa modalidade, contrata-se a cobertura total do veículo segurado, que cobre ampla gama de riscos como raio, incêndio ou explosão; roubo ou furto total ou parcial; colisão, abalroamento, capotagem ou derrapagem; queda sobre o veículo de objeto externo; ato danoso praticado por terceiros; alagamento, enchente e inundação inclusive de veículos guardados no subsolo; ressaca, vendaval, granizo e terremoto”, explica.

Segundo Coutinho, hoje, a maioria dos proprietários de automóveis contrata a cobertura compreensiva, ainda que ela tenha preço superior ao da que cobre apenas a responsabilidade civil. “Quem contrata a garantia exclusivamente para o pagamento de danos a terceiros geralmente são os donos de automóveis mais antigos, que não conseguem um bom preço de seguro porque as peças são muito caras”, diz.

Considerando a apólice compreensiva, Coutinho diz que se o automóvel estiver estacionado ou em movimento em via pública no momento do sinistro, a seguradora normalmente garante a indenização, ainda que existam casos passíveis de análise. “Numa enchente, por exemplo, a seguradora vai analisar se a chuva tomou o carro repentinamente ou se houve imprudência do motorista em atravessar um trecho inundado. Se for comprovada a negligência por parte do condutor, a seguradora pode não cobrir o dano. O mesmo acontece no caso de queda de árvore. Se o veículo estiver dentro de um estacionamento por exemplo, provavelmente será necessário realizar uma perícia para determinar se o estabelecimento não tem responsabilidade sobre o ocorrido ”, pontua.

O questionamento também pode se aplicar para os veículos estacionados na garagem de um edifício, quando há inundação. “Muitas garagens são no subsolo. O condomínio pode conter em sua apólice de seguro a cobertura de alagamento, mas é necessário ver a que objeto a garantia se aplica. Em sua maioria, a indenização é originária do próprio seguro do carro e não do condomínio”, observa o diretor da corretora de seguros.

Para os danos de lataria e pintura causados em virtude de chuva de granizo, recomenda-se fazer um orçamento para estimar o valor do conserto, antes de acionar o seguro. “Se o valor para arrumar o estrago ultrapassar consideravelmente o da franquia, vale a pena usar o seguro”, explica Coutinho.

Os danos ao veículo são classificados em duas categorias: parcial e total. O primeiro significa que as avarias causadas por um sinistro podem ser consertadas por um valor abaixo de 75% da avaliação do carro, seja com base no valor real de mercado (que usa como referência a Tabela Fipe) ou em valor determinado (valor fixo durante toda a vigência, calculado de acordo com a Fipe no momento da contratação), mediante o pagamento da franquia pelo segurado. Para reparos com valor acima desse percentual, considera-se perda total e a seguradora garante a indenização integral, sem o pagamento da franquia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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