Seguro no Brasil entra em nova era: Marco Legal promete dobrar participação no PIB

Seguro no Brasil entra em nova era: Marco Legal promete dobrar participação no PIB

Com  novas regras, setor vive maior transformação regulatória em 50 anos com novas regras e prazos rigorosos para pagamento de sinistros

O mercado segurador brasileiro acaba de romper uma inércia de décadas. Com a entrada em vigor do Marco Legal dos Seguros (Lei 14.903/24), em dezembro de 2025, o setor deixa de ser regido por normas esparsas para adotar um regime de transparência e agilidade que promete elevar sua participação no PIB dos atuais 6% para patamares próximos aos de economias desenvolvidas, como EUA e Reino Unido (12%).

A nova legislação não é apenas uma atualização técnica; é uma mudança cultural.

Entre os pontos de maior impacto para o consumidor final estão a inversão do ônus do silêncio (se a seguradora não recusar a proposta em 25 dias, o seguro é automaticamente aceito) e o rigor no pagamento de sinistros, que agora devem ser analisados em no máximo 30 dias, sob pena de sanções e transparência total sobre as negativas.

O fim das “letras miúdas” e o foco na boa-fé

Para Nikolaus Steve Maack, Diretor de Negócios Digitais e Inovação da Bamaq Seguros, o Marco Legal retira o seguro da zona de desconfiança. “Estamos inaugurando um ciclo de segurança jurídica sem precedentes. Com contratos mais claros e prazos previsíveis, eliminamos a assimetria de informação. O consumidor agora tem a lei a seu favor para exigir clareza, e as empresas têm um ambiente mais fértil para inovar”, afirma o executivo.

Principais mudanças que impactam o mercado

  • Aceitação Automática: O silêncio da seguradora por 25 dias passa a significar aceitação da proposta.
  • Transparência Radical: Fim de cláusulas ambíguas; as negativas de cobertura devem ser fundamentadas com acesso integral do cliente ao processo.
  • Corretor Consultor: A figura do “vendedor” dá lugar ao consultor técnico especialista, com responsabilidade civil reforçada sobre a orientação prestada.
  • Redução de Litígios: A mediação obrigatória antes de disputas judiciais tende a baratear o custo operacional e, consequentemente, o preço das apólices.

Preparação do setor e o papel da tecnologia

A transição exigiu que as companhias revisassem fluxos internos de ponta a ponta. Na Bamaq Seguros, o movimento foi antecipado com treinamentos intensivos e ajustes em canais digitais para garantir que o cliente receba informações em tempo real.

“O seguro deixará de ser visto como um custo burocrático para ser entendido como um instrumento de proteção patrimonial essencial. A lei alinha o Brasil às melhores práticas globais e cria o cenário perfeito para a expansão de novos produtos digitais”, conclui Nikolaus Maack.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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