BNDES e Ministério das Cidades projetam potencial de expansão de linhas de transporte coletivo de Curitiba

Estudo Nacional de Mobilidade Urbana traz mapa de projetos e políticas para o transformar o transporte coletivo em 21 regiões metropolitanas do Brasil
A região metropolitana de Curitiba (PR) tem potencial para ampliar para 206 quilômetros (km) a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) com previsão de investimentos de R$ 11,73 bilhões a R$ 22,74 bilhões e atendimento a 915,19 mil passageiros/dia. É o que aponta o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades.
A expansão projetada para a capital paranaense está prevista por meio de sete projetos de implantação de VLT (veículo leve sobre trilhos), de implantação do metrô e de extensão e implantação de BRT (bus rapid transit). A rede atual conta com 114 km. No caso de Curitiba, o estudo também prevê uma redução em 24% no tempo médio de deslocamento; e de 1.065 vítimas evitadas por ano.
O EMNU é um mapeamento de projetos e a proposição de políticas para estabelecer as bases para a transformação do transporte público coletivo em 21 regiões metropolitanas do Brasil. Todas as informações do estudo, além dos projetos por região metropolitana, estão consolidadas no portal Mobilidade Brasil.
“O ENMU reúne diagnósticos, propostas e uma carteira de projetos para orientar a expansão e a qualificação do transporte público coletivo de média e alta capacidade nas principais regiões metropolitanas do país”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
O relatório final do ENMU reúne um banco de dados com 187 projetos de mobilidade urbana, que correspondem a mais de 3 mil km de metrôs, BRTs, trens e VLTs. Cada projeto acompanha mais de 100 indicadores técnico-operacionais, econômico-financeiros, socioambientais e urbanísticos que permitem sua priorização. O estudo mostra, por exemplo, o impacto de cada projeto na redução das emissões de poluentes e gases do efeito estufa (GEE) e em sinistros, além da previsão de embarques/dia e de investimento.
Juntos, os projetos poderão evitar 27 mil vítimas de sinistros de trânsito e 3 milhões de toneladas anuais de CO₂, reduzir em 11% o custo das viagens e em 16% o tempo médio de deslocamento da população, gerando benefícios sociais superiores a R$ 400 bilhões. Os impactos também se estendem à cadeia produtiva, com potencial para mobilizar mais de 1 milhão de empregos e demandar até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários.
O estudo foi elaborado entre 2024 e 2026 e tem como foco as 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil. A iniciativa considera projeções populacionais e de demanda em um horizonte de 30 anos, com o objetivo de apoiar o planejamento de sistemas de transporte mais integrados, eficientes e sustentáveis.
Para o Ministério das Cidades, o estudo representa uma ferramenta estratégica para fortalecer a política nacional de mobilidade urbana e apoiar estados e municípios na estruturação de projetos. A proposta é transformar o diagnóstico técnico em ações capazes de reduzir desigualdades, melhorar os deslocamentos diários da população e ampliar o acesso a emprego, educação, saúde e oportunidades.
Crédito da foto: Luiz Costa/Prefeitura de Curitiba








