Economia criativa gera novos nichos de desenvolvimento municipal
A economia criativa é um dos seis pilares para o desenvolvimento de uma cidade (ao lado de startups, tecnologia, comunicação, energia e sustentabilidade). “Esses sustentáculos darão uma nova dinâmica para a cidade na qual vivemos. Mas esse movimento foge ao modelo vigente”, afirma Thayse Luchetta, diretora de comunicação da ABRH-PR. Essas características devem surgir aos poucos, com base na criatividade e na busca pela transformação de um município. De acordo com Gina Paladino, da Agência Curitiba de Desenvolvimento, novos nichos de economia criativa vêm se desenvolvendo e contribuem para a economia como um todo. “Hoje, o mercado tem taxa de desemprego baixa, graças a novas funções de economia criativa”, explica. Esse novo perfil faz com que haja mudanças na inserção das áreas de trabalho. “A realidade muda a cultura e a percepção dessas novas atividades”, avalia.
Para Thayse, trata-se de uma nova dinâmica relacional. “O objetivo é reunir grupos de afinidade, os clusters, para construir uma realidade mais sustentável, na qual todos possam participar e, sobretudo, viver melhor”, explica. “É uma conexão que não acontece a fórceps, de cima para baixo, mas emergem de uma profunda intenção de fazer algo melhor”, ressalta.
Na opinião de Tatiana Gadda, coordenadora do Studio Cidades e Biodiversidade da UTFPR, a economia criativa depende da integração com outros pilares da sociedade, pois se observa, ainda, resistência de outros setores com esse novo nicho. A ideia também é compartilhada pelo publicitário Eloi Zanetti, da Escola de Criatividade. Para ele, a cultura e a economia criativa produzem novos bens e, para isso, essa relação com outras áreas é primordial. O presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli, observa que a convergência entre arte, design e planejamento urbano já é um começo para ajudar uma cidade a se tornar um polo de ideias criativas.
Para o desenvolvimento de novos profissionais, foi criada em 2013 a primeira Escola de Economia Criativa no Brasil, pela Universidade Positivo. A coordenadora, Adriana Dias, acredita que o tema precisa ser reforçado na educação, especialmente na relação com a tecnologia. Sendo assim, Adriana defende que sejam criados ambientes propícios e colaborativos para a inovação. “É preciso privilegiar o talento, seja o individual, aquele que já nasce com essa facilidade intrínseca, ou aquele que depende do estudo para se desenvolver”, esclarece.
Na avaliação da coordenadora, as cidades inteligentes permitem o entendimento entre os diversos atores, fazendo com que haja inovação nas mais diversas cadeias produtivas. “É fundamental que esse passo seja dado pela sociedade como um todo e não dependa somente do fomento governamental”, diz.








