Equipamento voltado para o estudo da corrosão na indústria começa a funcionar no Senai em Curitiba

Os pesquisadores do Instituto Senai de Inovação (ISI) do Paraná receberam, na última semana, capacitação para utilizar o Microscópio Eletroquímico de Varredura (SECM), um dos 36 aparelhos, orçados em mais de R$ 8 milhões, que compõem o laboratório. Uma das principais aplicações do microscópio é na identificação da corrosão, um dos maiores problemas enfrentados pela indústria, segundo a Associação Brasileira de Corrosão (Abraco). Estima-se  que países direcionem cerca de 1% a 5% de seu PIB na busca de alternativas para contenção e reposição de materiais danificados pela reação química. No Brasil, os gastos com produtos e tratamentos de combate à corrosão chegam a aproximadamente US$ 10 bilhões ao ano.

Segundo Luiz Ferracin, gestor do ISI, boa parte deste valor poderia ser economizado caso sejam adotandos critérios de inibidores da corrosão, como tintas e protetores. “ A corrosão é uma ‘deterioração silenciosa’, custosa e constante dos materiais. Só no Brasil, poderiam ser economizados anualmente cerca de US$ 6 bilhões, se fossem realizados maiores investimentos em P&D&I”, explica Ferracin. Segundo o pesquisador, os prejuízos não limitam-se à área finananceira. “Além dos maiores custos para as indústrias, a corrosão também é responsável por danos ao meio ambiente, acidentes e paradas não-programadas. Na indústria química e petroquímica cerca de 60% das falhas de equipamentos estão ligadas direta ou indiretamente à corrosão”, conta.

Além da identificação da corrosão em frestas, o microscópio será usado também para estudar pequenas áreas em amostras grandes sem a necessidade de cortá-las; realizar análise eletroquímica de recobrimentos orgânicos e inorgânicos; corrosão localizada e estudo de integridade de camadas superficiais. O treinamento foi realizado pelo Dr. Rob Sides, gerente de produto da AMETEK-PAR.

Os 36 equipamentos que compõem o ISI atenderão as áreas de nanotecnologia, energia, petróleo  e gás, baterias e acumuladores de energia, corrosão, bio-corrosão, sensores, tintas industriais e novos materiais. O Senai no Paraná conta com a a consultoria do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT); a Universidade de Manchester, do Reino Unido; os Institutos Fraunhofer, da Alemanha; o Centro Nacional em Eletroquímica e Tecnologias Ambientais (CNETE), do Canadá, e o Instituto Acreo, da Suécia, no processo de estruturação do Instituto.
O ISI conta infraestrutura e equipamentos equivalentes aos centros de P&D mais avançados do mundo. O microscópio, por exemplo,possui diversas aplicações na indústria como pesquisa em sensores biológicos; membranas porosas; catalisadores, mecanismos de corrosão e mapa topográfico para caracterização da corrosão por “pit” (puntiforme).

Segundo o gerente do Senai – Centro Internacional de Inovação no Paraná, Filipe Cassapo, os investimentos são necessários para incrementar a competitividade do país.  “Os desafios da competitividade industrial são cada vez mais acirrados, exigindo das organizações de todos os portes e setores investirem em pesquisa aplicada para desenvolver novos processos e produtos que aumentarão sua produtividade, e aprimorarão seu posicionamento de mercado”, diz o gerente. Cassapo explica que o Instituto, nesse cenário, é um ator essencial para impulsionar o crescimento das indústrias. “O Senai do Paraná, por meio do seu Instituto de Inovação em Eletroquímica, está realizando um conjunto de investimentos em equipamentos de pesquisa e competências científicas aplicadas, que permitirão às nossas empresas crescer com vigor e sustentabilidade”, finaliza.

Além dos pesquisadores do ISI paranaense, as pesquisadoras Rosa Junqueira e Larissa Couto, do ISI de Minas Gerais, cujo foco é Engenharia de Superfícies, também participaram do treinamento. Os institutos irão desenvolver dois projetos em parceria, para atender o setor automotivo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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