Setor de artigos esportivos cresce bem acima da economia brasileira

artigos esportivosA indústria de artigos esportivos tem apresentado excelente potencial de crescimento em razão da grande quantidade de esportes praticados no país, que envolvem mais de  80 milhões de pessoas. Modalidades esportivas como futebol, vôlei, basquete, esportes de aventura e corrida exercem influência direta sobre a clientela. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Esporte, o Brasil tem mais de sete mil lojas especializadas em artigos esportivos, das quais, 236 no Paraná e 86 só em Curitiba. O faturamento anual do varejo neste segmento chega a R$ 5 bilhões. Só para se ter uma ideia, mais de 85 milhões de pares de tênis são vendidos por ano.

Uma pesquisa da GFK  aponta que no ano passado, entre os brasileiros consumidores de calçados esportivos, 10% desembolsaram mais de R$ 300 por um par de tênis. Isso mostra que há uma demanda constante e crescente por calçados esportivos, independentemente do poder aquisitivo. Calçar um tênis de uma boa marca confere condição de status, especialmente entre os jovens. E com a chegada da Copa do Mundo, a expectativa é que haja uma antecipação de venda de calçados esportivos, a exemplo do que ocorreu na última edição do torneio na África do Sul.

Quanto à localização da loja, o empreendedor  deve considerar um  local de fácil acesso, com boas condições de urbanização, segurança, estacionamento e movimentação de público. Mas, antes disso, deve seguir o perfil de comportamento e as tendências do seu público-alvo. Costuma-se associar o perfil de uma loja ao seu ponto de comércio. Por exemplo: uma loja no centro da cidade atenderá um público mais diversificado, portanto a loja pode ter um perfil multimarcas, com boa elasticidade de preços. Um ponto num bairro nobre, por sua vez, pode ser uma oportunidade para uma loja especializada ou até mesmo uma franquia. Se o ponto escolhido estiver próximo a um estádio de futebol, o empreendedor deverá ficar atento com a maior circulação em dias de jogos e os riscos de assaltos ou roubos. Se o ponto estiver num local turístico, é fundamental associar de alguma forma o artesanato à loja.

Por último, a  comercialização de calçados e produtos esportivos requer dedicação à composição do mix de produtos. Quem, por exemplo, procura um tênis ou chuteira tenderá a comprar uma meia, uma luva ou uma tornozeleira.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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