Da funerária a Carreta da Alegria: o avô que deixou um legado que atravessa três gerações no Paraná

No Dia dos Avós, terceira geração mantém viva a história de Antônio Schimaneski, que trocou o trabalho com a tristeza pela missão de levar alegria a milhares de famílias
Para muitas pessoas, os avós deixam lembranças, histórias e ensinamentos. Para Maria Antonia Schimaneski, deixaram também uma missão: dar continuidade ao sonho iniciado pelo avô há mais de quatro décadas. Hoje, à frente da terceira geração da Carreta da Alegria, a advogada ajuda a manter vivo um dos espetáculos itinerantes mais tradicionais do Sul do Brasil, levando música, personagens e diversão para milhares de famílias.
A história começou por volta de 1980, quando o paranaense Antônio Schimaneski trabalhava em uma funerária em Goiás e já não aguentava lidar com a tristeza no dia a dia. Foi um ônibus que passava tocando música pela cidade que mudou seus planos. “Tinha um ônibus que passava com música lá na cidade, e era a alegria dele. Foi assim que ele decidiu trabalhar com a alegria”, conta Maria Antonia.
Celebrado em 26 de julho, o Dia dos Avós é também uma oportunidade para lembrar que alguns legados ultrapassam gerações. No caso da Carreta da Alegria, o olhar empreendedor de Antônio idealizou um projeto capaz de transformar as ruas das cidades em espaços de encontro.
Ao longo dos anos, o negócio cresceu, conquistou novas cidades e se reinventou sem perder a essência.
“Cada geração deixa sua contribuição. Meu avô criou esse sonho, meus pais ajudaram a fazê-lo crescer e agora cabe a nós dar continuidade, inovando sem abrir mão da nossa natureza”, destaca Maria Antonia.
Hoje a empresa conta com seis carretas e seis trenzinhos em operação, empregando cerca de cinco pessoas por veículo. A equipe ensaia coreografias próprias e trabalha até oito horas por dia para manter o padrão de qualidade. A Carreta da Alegria está presente em cidades como Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e Guaratuba, onde faz parte do calendário oficial após vencer licitação pública.
Faturamento

Em 2024, o negócio faturou cerca de R$ 5 milhões, com ingressos vendidos entre R$ 20 e R$ 25 todos os dias da semana. “Mais do que herdar uma empresa, herdei uma forma de enxergar as pessoas. Meu avô sempre acreditou que alguns minutos de alegria podem fazer diferença no dia de uma pessoa. Imagina o que isso não faz no dia de uma família inteira? É esse legado que procuramos honrar todos os dias, em cada cidade que visitamos”, afirma Maria Antonia Schimaneski, CEO da Carreta da Alegria.
Essa conexão entre gerações se repete em praticamente todas as cidades por onde a Carreta passa. É comum encontrar avós que levam os netos para viver uma experiência semelhante à que proporcionaram aos próprios filhos anos atrás, em um passeio que mistura nostalgia e novas lembranças.
Neste Dia dos Avós, a Carreta reafirma que a alegria que hoje leva a famílias de todo o Sul do país começou com o sonho de um avô que decidiu trocar a tristeza pela festa nas ruas.
Crédito das fotos: Arquivo da família Schimaneski








