Apesar do mercado concorrido, são boas as perspectivas para a abertura de clínicas médicas
A Constituição Federal de 1988, determina que é dever do Estado garantir saúde para toda a população. Porém, a mesma Lei que criou o SUS também afirma que os serviços de assistência à saúde são livres à iniciativa privada, desde que observados os princípios éticos e as normas expedidas pelo SUS. Com isso, abre-se espaço para a atuação empreendedora nos serviços de saúde, através de clínicas em suas diversas especialidades.
O mercado para as clínicas de saúde é bastante amplo. No caso de despesas com consumo de bens e serviços de saúde no Brasil, o gasto médio por pessoa é de pouco mais de R$ 900 por ano. Já as famílias de classes mais privilegiadas chegam a gastar 15% de seus orçamentos com o consumo de bens de saúde, principalmente em serviços especializados como consultas e tratamentos.
Quanto à localização de uma clínica de saúde, dentre todos os aspectos importantes para a escolha do ponto, deve-se considerar prioritariamente a densidade populacional, o perfil dos consumidores locais e a concorrência. Por sua vez, as clínicas mais especializadas devem procurar imóveis em bairros mais nobres, com estacionamentos amplos e facilidades de acesso para a população mais abastada.
Já o valor exato do investimento para abrir uma clínica é difícil de ser definido. Tudo vai depender dos equipamentos e da tecnologia médica que serão adquiridos, da reforma que o imóvel necessitará e dos estoques de material de consumo.
Por último, antes de abrir o negócio, recomenda-se a realização de ações de pesquisa de mercado para avaliar a demanda e a concorrência. Eu fiz uma pesquisa e constatei que estão em funcionamento em todo o Paraná 793 clínicas médicas, sendo 308 somente em Curitiba.








