Maior desafio da indústria é se tornar mais competitiva

Domingo, 25 de maio, é o Dia da Indústria. Esta é uma data para reflexão por parte dos industriais, já que são muitos os desafios enfrentados nos últimos anos. Além da alta carga tributária, contratação e retenção de talentos e redução da margem de lucro, entre tantos outros problemas, as indústrias brasileiras de todos os setores brigam no mercado por preços mais competitivos.
Eu conversei com o CEO da Fibracem, Luiz Carlos Silveira Bitencourt, e ele me disse que o maior desafio da indústria é se tornar competitiva. Ele explica que como o preço dos produtos é ditado pelo mercado, fica muito difícil concorrer com os importados, principalmente com as mercadorias chinesas, que são vendidas entre 30% e 40% mais baratas. Em alguns produtos, a diferença de preço chega a 100%.
De acordo com o empresário paranaense, o que salva as indústrias brasileiras de tecnologia é o conhecimento de mercado e a garantia oferecida.
A Fibracem, por exemplo, atua no segmento de fibra óptica desde 1993, e atende clientes em todo o Brasil. Mais recentemente, também passou a fornecer cabos de fibra ótica para empresas da América Latina.
Segundo o empresário, até os grandes fabricantes nacionais estão mesclando produtos importados com a produção própria para saírem à frente da concorrência.
E apesar dos entraves econômicos, a Fibracem vem crescendo há mais de duas décadas. Bitencourt explica que é possível manter altas constantes no faturamento, desde que haja inovação e investimento no desenvolvimento de novos produtos. Em 2012, a indústria que tem sua sede no município de Pinhais investiu US$ 2,5 milhões em infraestrutura e mais US$ 1,5 milhão na compra de máquinas, conseguindo dobrar a sua produção. Sua meta é registrar novas patentes a cada ano, sendo que muitas delas são desenvolvidas pelo seu próprio presidente.


