População está otimista com o futuro da indústria brasileira

indústria produção_industrialPesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 87% da população brasileira concorda total ou parcialmente que ter uma indústria forte deve ser prioridade para o Brasil. Noventa por cento dos entrevistados acreditam, total ou parcialmente, que a expansão da economia depende do crescimento da indústria. “Para a população brasileira, a indústria tem papel de destaque no desenvolvimento econômico e social do país. O brasileiro reconhece a importância da indústria para o crescimento do Brasil e que a população perde com uma indústria fraca”, diz a pesquisa.

Conforme o levantamento, 33% consideram que a indústria – indústria de transformação e indústria extrativa – é o setor de atividade mais importante do país. Em seguida, vem a agropecuária, com 17%, a construção, com 10%, o comércio (10%) e a administração pública (10%). Os demais setores somam 20%. Quando se soma os que responderam ‘indústria’ com os que responderam ‘construção’, o percentual chega a 43%. Da amostra da pesquisa, 71% não trabalha nem trabalhou em empresas industriais.

Apesar de reconhecer a importância do setor para a economia, 57% da população concordam total ou parcialmente que a indústria está perdendo espaço para outros setores da economia. Para 82% das pessoas, a indústria brasileira é prejudicada pela concorrência com os produtos importados. O pesado sistema tributário, a falta de trabalhadores qualificados e a tecnologia existente são apontados como os principais aspectos que colocam o Brasil em pior situação em relação a outros países.

Apesar dos problemas, a população está otimista com o futuro da indústria. Quase metade dos entrevistados (46%) acredita que a indústria brasileira estará mais forte nos próximos cinco anos. Para 51% dos entrevistados, a prioridade deve ser o investimento na melhoria da qualidade da educação. A redução da inflação e da carga tributária foram apontadas por 34% e 18% das pessoas, respectivamente.

A indústria é a atividade mais desejada para a criação de empregos, de acordo com a opinião pública. Confrontados com uma situação hipotética de que a cidade em que residem iria receber um novo empreendimento que criasse mil empregos, os entrevistados apontaram o setor industrial como o preferido por 40%. O percentual é bem superior ao do setor comercial, que ocupa o segundo lugar, escolhido por 13% dos brasileiros. Em seguida, aparecem a construção (11%), a agricultura (9%) e a administração pública (8%). Somando o resultado da indústria com o da construção, o percentual é de 51%.

O setor também aparece em primeiro lugar quando as pessoas apontam a atividade mais desejada para iniciar a carreira profissional. Para 23% a prioridade é o emprego indústria, que ficou à frente até mesmo da administração pública (18%). A pesquisa mostra que 95% da população acredita que a indústria é importante ou muito importante para a criação de empregos. Um total de 60% concorda total ou parcialmente que as indústrias pagam melhores salários que as de outros setores. Esse é um dos motivos que levam os pais a desejarem que seus filhos trabalhem em atividade industrial: 74% disseram que concordam total ou parcialmente com a possibilidade de encorajar seus filhos a buscar uma vaga na indústria.

A pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – A indústria brasileira na visão da população, feita em parceria com o Ibope, ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios entre os dias 14 e 17 de março deste ano.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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