BNDES apoia inovação e sustentabilidade na produção de lactose e whey protein
Projeto da Sooro Renner inclui implantação da estação de tratamento de efluentes, com alta produção de biogás para ser utilizado diretamente na geração de energia térmica
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 197,6 milhões para a Sooro Renner Nutrição S/A investir em sua unidade em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, incluindo a implantação de uma estação de tratamento de efluentes com produção de biogás para geração de energia térmica.
Recursos do BNDES Finem, BNDES Mais Inovação e Fundo Clima serão utilizados para a implantação da primeira indústria brasileira a produzir ingredientes lácteos com altíssimo padrões de qualidade para serem utilizadas em fórmulas infantis e alimentos especiais, denominado como Infant Fórmula Grade.
O termo Infant Fórmula Grade refere-se a um padrão internacional de qualidade e segurança sanitária voltado à produção de alimentos destinados à nutrição infantil, como fórmulas para bebês. Multinacionais como Nestlé, Danone, Reckitt, entre outras, já operam com esse padrão, que exige controles rigorosos de pureza, rastreabilidade, processos produtivos e ambiente industrial com requisitos mais restritivos do que os aplicados aos alimentos convencionais. Com a implementação do projeto, a Sooro Renner se tornará a primeira empresa brasileira de capital nacional a produzir WPC (whey protein concentrate) e lactose a atender ao grau de pureza e qualidade exigidas para esse segmento de mercado.
“Ao apoiar esse projeto o BNDES fomenta a modernização da produção de derivados de alto valor agregado, que é o caso da whey protein, a proteína do soro do leite, reduzindo a dependência de importações”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
“Esse projeto está em linha com as agendas de inovação, reindustrialização e descarbonização do governo do presidente Lula”. O projeto também deverá gerar impactos positivos no mercado de trabalho, no meio ambiente e na economia regional. A iniciativa prevê a criação de cerca de 250 empregos diretos ao longo da execução, além de aproximadamente 1250 vagas indiretas associadas às obras e à cadeia produtiva, contribuindo para o dinamismo econômico da região de Francisco Beltrão e para o aumento do PIB local.
Biogás
Do ponto de vista ambiental, a nova estação de tratamento de efluentes permitirá o aproveitamento dos resíduos líquidos do complexo industrial para a geração de biogás, aumentando a eficiência energética das unidades produtivas e auxiliando no combate às mudanças climáticas. A solução dará destinação adequada a efluentes com alta carga poluente, reduzirá a emissão de gases de efeito estufa e contribuirá para a transição energética, ao transformar resíduos orgânicos em fonte renovável de energia.
O projeto está alinhado às diretrizes da Nova Política Industrial e ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos, ao promover a descarbonização, a bioeconomia e a gestão ambiental adequadas de resíduos. Além disso, a maior parte das máquinas e equipamentos utilizados na implantação da estação serão produzidos por indústrias brasileiras, fortalecendo a cadeia nacional de fornecedores.


