O que os empresários podem aprender com os bastidores da Copa do Mundo

Durante a imersão, empresários têm acesso a uma agenda voltada à liderança, gestão, relacionamento empresarial e análise dos bastidores
Enquanto a Seleção Brasileira se prepara para a partida contra a Escócia, nesta quarta-feira (24), que pode definir sua classificação para a próxima fase da Copa do Mundo de 2026, um grupo de empresários brasileiros acompanha o torneio por uma perspectiva diferente. Convidados para uma imersão promovida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os participantes têm acesso a uma agenda voltada à liderança, gestão, relacionamento empresarial e análise dos bastidores de um dos maiores eventos do planeta. Entre eles está Fábio Nascimento, contador, especialista em planejamento empresarial e CEO do Grupo FN.
Mais do que assistir aos jogos, a proposta da experiência é permitir que empresários observem de perto como uma estrutura global opera em alta performance. A organização da Copa envolve logística internacional, gestão de equipes multidisciplinares, coordenação de fornecedores, experiência do público, marketing, tecnologia e tomada de decisões sob pressão, desafios que também fazem parte da rotina das empresas.
Para Fabinho Nascimento, especialista em planejamento empresarial, contador e CEO do Grupo FN, a principal riqueza da imersão está na possibilidade de traduzir aprendizados de um ambiente de escala mundial para a realidade dos negócios brasileiros.
“A Copa do Mundo funciona como uma grande vitrine de gestão. Quando analisamos os bastidores, percebemos como planejamento, liderança, organização e capacidade de execução precisam caminhar juntos para que tudo aconteça de forma coordenada. São princípios que servem tanto para uma multinacional quanto para uma pequena empresa”, afirma Nascimento.
A programação também promove encontros entre empresários de diferentes segmentos e regiões do país, criando um ambiente favorável para troca de experiências, construção de parcerias e discussão de tendências que impactam o ambiente corporativo. Segundo Nascimento, um dos aspectos mais relevantes é a oportunidade de conhecer como outros líderes enfrentam desafios relacionados a crescimento, gestão de equipes, governança e expansão dos negócios.

“Existe um valor muito grande na convivência com empresários que vivem realidades diferentes. Muitas vezes uma solução aplicada em outro setor pode gerar ideias e melhorias para o seu próprio negócio. Esse intercâmbio de experiências acaba sendo um dos maiores ganhos da imersão”, diz.
A experiência acontece em um momento em que empresas brasileiras enfrentam um ambiente cada vez mais desafiador. Dados do Banco Mundial apontam que o Brasil segue entre os países com maior complexidade para cumprimento de obrigações empresariais, enquanto pesquisas de mercado mostram que eficiência operacional, produtividade e qualificação da liderança estão entre as principais preocupações dos executivos para os próximos anos.
Nesse contexto, eventos internacionais têm sido utilizados por empresários como fontes de atualização e desenvolvimento estratégico. Questões relacionadas à experiência do consumidor, uso de tecnologia, gestão de marca, relacionamento com patrocinadores e geração de receita costumam aparecer primeiro em grandes organizações antes de serem incorporadas por empresas de outros segmentos.
“Participar de um ambiente como esse permite observar movimentos que muitas vezes serão adotados por empresas de diversos setores nos próximos anos. O empresário que amplia seu repertório consegue tomar decisões mais estratégicas e se preparar melhor para os desafios futuros”, afirma.
Outro ponto destacado pelo especialista é a semelhança entre os desafios enfrentados por grandes eventos globais e aqueles vividos diariamente pelas empresas. “Quando observamos a estrutura da Copa, percebemos que tudo depende de planejamento, integração entre equipes e capacidade de execução. São os mesmos pilares que sustentam qualquer negócio que deseja crescer de forma organizada”, explica.
Com o Brasil entrando em campo nesta quarta-feira para uma das partidas mais aguardadas da fase de grupos, a participação de um empresário do Vale do Paraíba em uma agenda oficial ligada ao torneio reforça uma tendência que ganha espaço entre lideranças empresariais: buscar conhecimento além dos ambientes tradicionais de negócios e transformar experiências globais em oportunidades de crescimento local.
“Nosso objetivo é levar esses aprendizados para os empresários da região. O conhecimento só faz sentido quando gera impacto prático. A ideia é compartilhar experiências, discutir tendências e mostrar como conceitos aplicados em eventos de escala mundial podem contribuir para o fortalecimento das empresas brasileiras”, conclui Nascimento.








