Falhas tecnológicas custam 12% do valor em negociações de fusões e aquisições

Falhas tecnológicas custam 12% do valor em negociações de fusões e aquisições

Com apenas 33% das empresas brasileiras usando IA de forma ativa, defasagem tecnológica vira fator de desconto em processos de M&A

A tecnologia já impacta diretamente o valor de uma empresa em processos de fusão e aquisição, e os números mostram os dois lados dessa equação. Em casos acompanhados pela Helping Handconsultoria especializada em M&A e valuation, falhas identificadas durante a due diligence, como sistemas desatualizados e falta de integração entre áreas, levaram a uma redução de cerca de 12% no valor de uma operação. No caminho oposto, empresas que se organizaram antes do processo, estruturando dados, processos e indicadores, fecharam negociações no topo da faixa de valuation, com ganho estimado superior a 20% na valorização.

“Tecnologia não é mais um diferencial competitivo, é um requisito básico para qualquer empresa que queira maximizar valor. O investidor não compra apenas faturamento, ele compra eficiência, previsibilidade e capacidade de crescimento. E isso passa diretamente pelo nível de organização tecnológica do negócio”, afirma Lucas Mendes, CEO da Helping Hand, que realizou mais de 10 mil diagnósticos e assessorou operações que somam mais de R$ 5 bilhões no último ano.

Tamanho do gap

O cenário brasileiro mostra o tamanho do gap. Enquanto os investimentos globais em tecnologia devem atingir US$ 6,31 trilhões em 2026, segundo a Gartner, o Brasil convive com um paradoxo: 67% das empresas consideram a IA uma prioridade estratégica, mas apenas 33% a utilizam de forma ativa no dia a dia, e somente 16% investiram com orçamento dedicado na tecnologia no último ano, segundo a IBM. Esse descompasso entre intenção e execução é exatamente o tipo de fragilidade que investidores identificam e precificam como risco em uma negociação.

O problema identificado pela consultoria é que muitas empresas adotam ferramentas de IA sem estruturá-las. A tecnologia está presente, mas não está funcionando como ativo. Na prática, tecnologia estruturada impacta valuation em quatro frentes: eficiência operacional, com redução de custos e ganho de produtividade; organização interna com dados estruturados e decisões baseadas em informação; escalabilidade do modelo de negócio, permitindo crescimento sem aumento proporcional de custos; e automação de processos, reduzindo dependência de pessoas-chave.

O padrão identificado pela Helping Hand é consistente: quanto maior a maturidade tecnológica, menor o risco percebido e maior o valor defendido na negociação.

“Negócios que ainda operam de forma manual, desorganizada ou dependente do dono estão ficando para trás. Empresas preparadas capturam valor. As demais acabam negociando com desconto”, reforça Mendes.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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