Taxa de crescimento de novos negócios no Brasil fica acima da média dos países do G7

Num período cinco anos, o número de empresas ativas no Brasil cresceu 4,8%, bem acima da média de 1,1% verificada nos países membros do G7. Já a média de crescimento de novos negócios nos países do BRICS, no período analisado, foi de 5,6%. De acordo com pesquisa global inédita realizada pela RSM International, sétima maior rede de empresas de auditoria e consultoria tributária e empresarial do mundo, entre 2007 e 2012, o maior crescimento no número de novos negócios entre os países do BRICS, ficou com a China com 7,3%, seguida do Brasil com 4,8%; Rússia com 4,5% e Índia com 3,1%. A África do Sul apresentou queda de 5,1%.
A pesquisa sobre o crescimento de novos negócios foi realizada em 38 países. Entre as nações mais desenvolvidas que compõem o G7, o maior crescimento em número de empresas ativas entre 2007 e 2012, foi da França com 6,8% de aumento. Nos demais países, o crescimento foi bem mais modesto, ficando em 2,8% no Japão, 0,8% no Reino Unido, 0,7% na Alemanha, 0,6% no Canadá e 0,3% nos Estados Unidos. A Itália registrou queda de 0,1% na abertura de novas empresas no período pesquisado.
Considerando apenas o ano de 2012 em relação a 2011, a taxa líquida de criação de empresas (abertura menos fechamentos) cresceu 3,4% no Brasil. A China e o Brasil foram os únicos membros dos BRICS que apresentaram crescimento positivo no período. Entre os países do BRICS, a taxa da China cresceu 9,1%, enquanto Rússia, Índia e África do Sul apresentaram taxas com crescimento negativo de -0,4%, -3,2% e -10%, respectivamente.
Para Cícero Alencar, sócio da RSM Brasil,, a taxa líquida de crescimento de novos negócios no Brasil permaneceu forte em 2012, embora ligeiramente inferior a de anos anteriores. Para 2014, a Copa do Mundo terá reflexos positivos na criação de empresas locais e ele prevê investimento significativo este ano na indústria de petróleo e gás. “A expectativa do crescimento do PIB global está entre 2% e 3% no máximo, o que é abaixo de taxas históricas, mas esperamos bons investimentos em outros setores, como turismo, processamento de alimentos, agronegócios e telecomunicações”, justifica.
A pesquisa realizada pela RSM demonstra que os países do BRICS tiveram uma taxa líquida de criação de novas empresas mais de sete vezes maior que os países do G-7 entre 2007 e 2011, mas a diferença diminuiu no período de 2011/2012. Entre 2011 e 2012, os países do G-7 registraram um crescimento de 1,9% no registro de empresas ativas.. Em comparação, os BRICS tiveram aumento de 4,9%.
O G-7 foi liderado pela França e Japão, com a França apresentando uma taxa líquida de crescimento de novos negócios de 16,7% em 2012 em relação a 2011, a maior entre os 38 países avaliados pela RSM. Um dos principais fatores para o sucesso da França foi o programa “Auto Entrepreneur”, lançado em 2009 para estimular startups. O Japão cresceu 15,7%.
A Alemanha e o Reino Unido apresentaram taxas de crescimento modestas de 1,1%, 1,2%, respectivamente, em 2012 comparadas a 2011, enquanto a taxa dos Estados Unidos caiu 0,6%; Itália diminuiu para -0,3% e do Canadá caiu -13,6%, o pior desempenho entre os 38 países avaliados.
Na avaliação de Jean Stephens, diretora executiva da RSM International, é uma boa notícia ver as taxas positivas de criação de novos negócios em várias economias e a reviravolta em uma série de grandes economias, especialmente a do Japão, que teve um cenário econômico ruim por muitos anos. “Nossa pesquisa mostra que, apesar das duras condições econômicas, os empresários em muitos países estão tomando a decisão corajosa de iniciar um negócio e encontrar maneiras de torná-lo bem sucedido”, explica.
Stephens destaca que quase um terço dos países que foram analisados na pesquisa da RSM, exibiu um declínio no número de empresas ativas em 2012. “Em termos globais, isto significa que, para o próximo ano, devemos ter uma visão mais prudente diante da austeridade, imposta por políticas fiscais e da gestão da taxa de juros dos governos em todo o mundo”, conclui.
Confira o número total de empresas ativas no período 2007-2012:
País | 2007 | 2008 | 2009 | 2010 | 2011 | 2012 | 2007-2012 | 2011-2012 |
| G-7 | 26.844 | 27.111 | 27.133 | 27.515 | 27.817 | 28.348 | 1,1% | 1,9% |
| BRICS | 19.361 | 20.385 | 21.265 | 22.643 | 24.219 | 25.410 | 5,6% | 4,9% |
| França | 2.949 | 3.022 | 3.107 | 3.318 | 3.511 | 4.099 | 6,8% | 16,7% |
| Japão | 2.594 | 2.603 | 2.617 | 2.587 | 2.579 | 2.985 | 2,8% | 15,7% |
| Nigéria | N/A | 47 | 82 | 88 | 108 | 119 | 26,1% | 10,2% |
| Hong Kong | 655 | 711 | 772 | 864 | 956 | 1.045 | 9,8% | 9,3% |
| Malta | 57 | 59 | 61 | 63 | 65 | 71 | 4,5% | 9,2% |
| China | 9.600 | 9.715 | 10.427 | 11.365 | 12.531 | 13.666 | 7,3% | 9,1% |
| Croácia | 119 | 132 | 132 | 142 | 129 | 140 | 3,3% | 8,5% |
| Países Baixos | 956 | 1.021 | 1.089 | 1.124 | 1.170 | 1247 | 5,5% | 6,6% |
| Chipre | 184 | 208 | 221 | 237 | 254 | 269 | 7,9% | 5,9% |
| Tunísia | 520 | 542 | 568 | 597 | 602 | 626 | 3,8% | 4,0% |
| Singapura | 329 | 358 | 367 | 382 | 397 | 411 | 4,6% | 3,5% |
| Brasil | 4.420 | 4.607 | 4.847 | 5.129 | 5.414 | 5.599 | 4,8% | 3,4% |








