Folha de pagamento é o item de maior peso nos condomínios

Folha de pagamento, inadimplência, manutenção de contratos, aumento das taxas das contas de consumo. Todo ano, esses e outros fatores têm impacto no reajuste das tarifas que os condomínios arcam. Fica, portanto, cada vez mais complicado, por mais que haja um esforço por parte dos síndicos e das administradoras para que estes valores não cresçam. Para que não ocorram surpresas, é fundamental ter planejamento, se não evitar surpresas indesejadas no mínimo vai preparar para quando estas vierem.

Um dos itens mais significativos no que diz respeito a despesas dos condomínios é a folha de pagamento dos funcionários. Esta pode ser responsável por até 60%, em casos excepcionais, chega a superar esse valor, indicando um dos elementos que são de grande corroboração com o ônus do condomínio. Além disso, também tem de ser levado em consideração, na hora de definir a carga tributaria, o quanto fica a taxa inflacionária daquele ano.

No mês de outubro ocorrerá um reajuste dos trabalhadores registrados, o qual deve ser mantido em 8%. O valor médio da representatividade dos serviços, bem como os acréscimos nos condomínios, vai corresponder, respectivamente 7% e 9%.

Para o diretor da empresa administradora Habitacional, Marcio Bagnato, o adicional de periculosidade de 30% sobre o salário-base dos profissionais de segurança aumentou as taxas condominiais, tendo em vista que a taxa de elevação sob a fatura de serviços repassada às empresas girou em torno de 20%. Um dado bastante interessante a ser ressaltado se refere a um grande impacto deste item no caso dos condomínios situados em regiões nobres da capital, como Jardins, Moema e Brooklin. Nessas localidades há um reforço na vigilância externa para fazer o processo de triagem do acesso às garagens.

Para que não haja tanto sufoco por parte dos condôminos em relação a toda essa turbulência de constantes reajustes, a companhia de Bognato sugere que as administradoras se planejem com os síndicos. “As previsões orçamentárias devem ser bem elaboradas e sempre contar com uma sobra de, no mínimo, 5% para eventualidades. Esses imprevistos podem ocorrer em todos os condomínios, entretanto, aqueles antigos devem se preocupar ainda mais com esse extra, uma vez que pedem maior número de reparos e manutenções”, finaliza o diretor.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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